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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Imágenes de los Pioneros de la Fotografia Documental (1837-1936)

¡Hola!

Com o objetivo de registrar um pouco do que tenho estudado durante o curso de Fotoreportaje, vou descrever os temas que abordamos nas primeiras aulas.

Definición del gênero. Reportaje versus Documental - discutimos os conceitos de ambos os estilos fotográficos. A fotografia documental é mais ampla, abrange outros modos de se documentar uma situação além da fotografia de reportagem. Essa, por sua vez, é responsável por traçar uma narrativa através de uma sequência de imagens que respondam aos 5W (explicado no post anterior).
Las 5W. Objetividad y subjetividad en la práctica del reporterismo.
Pase comentado de imágenes de los Pioneros del Documental (1837-1936) - Pelo nascimento da fotografia muitos movimentos artísticos surgem porque a pintura deixa de ter a necessidade de retratar a realidade, já que as câmeras agora fazem isso. Como representantes desse período os seguintes fotógrafos foram citados:

- Edward Sheriff Curtis: norte-americano (1868 - 1952) reconhecido por ser responsável por grande parte da memória fotográfica dos índios nativos dos EUA. Seu intenso trabalho dedicado ao tempo é discutido até hoje. Após sua morte, o The New York Times o descreveu como "internacionalmente conhecida autoridade sobre a história dos índios do país";


- Jacob Riis: jornalista e fotógrafo dinamarquês (1849 - 1914) que emigrou de sua terra para os EUA e se tornou um marco na defesa dos trabalhadores de baixa renda e no registro do cotidiano dos imigrantes no país. Descrito como reformador social, "sensacionalista" jornalista e fotógrafo documentarista social;


- Lewis Hine - sociólogo e fotógrafo norte-americano (1874 – 1940) cujo trabalho de reforma social teve como instrumento uma câmera. O legado de imagens de exploração do trabalho infantil deixado por ele é vasto e reconhecido em todo o mundo, o que ajudou na alteração de leis na época;


- August Sander: fotógrafo alemão (1876 - 1964) inserido na rotina do exército alemão e que foi um marco na história da fotografia por produzir com destaque retratos durante o nazismo alemão. Deixando um legado de mais de 40 mil fotos, uma coleção com sete volumes chamada Citizens of the Twentieth Century foi publicada em inglês, francês e alemão. Nela, retratos acompanhados de dados históricos e sociais dão uma mostra do que foi o trabalho de Sander;


- Walker Evans: de origem norte-americana(1903 – 1975), esse fotógrafo é conhecido principalmente pelo seu trabalho de documentação da Grande Depressão.


¡Hasta las próximas lecciones!

sábado, 9 de julho de 2011

"No quiero excusas, solo buenas fotos"

Barcelona + sol + amigos + fotografia + verão + arte + arquitetura + histórias = meu segundo intercâmbio

Olá, internautas!

Depois de muito tempo sem postar textos livres (isso é: sem critérios jornalísticos), volto para descrever o curso de verão que estou fazendo em Barcelona - Espanha para uns, Catalunia para outros. Divergências políticas à parte, vou postar aqui a primeira atividade prática que desenvolvi nas minhas primeiras aulas de Fotoreportaje (Foto Reportagem) com comentários feitos pelo professor Rafael Badia, que leciona na escola Ruido Formacíon. O curso tem a duração de um mês.

Eis um rápido perfil do mestre, publicado no seu blog Días Prosaicos que, aliás, vale à pena ser conferido: "Fotógrafo, editor gráfico y profesor de fotografía. Nacido en Tenerife, vive en Barcelona desde 1994. Ha publicado un libro de imágenes y poemas sobre la capital catalana, 'A Barcelona' (Ed. Arola, 2009). Forma parte del colectivo de fotografía urbana 'Calle 35'."

Importante dizer: o motivo de eu ter escolhido esse curso foi que depois de um ano viajando por países europeus, fotografando gente, paisagens naturais, cidades, eventos e cotidiano, percebi que meu olhar estava viciado e sempre registrava as situações da mesma forma, apenas mudando o objeto em foco e o cenário. As cenas continham sempre as mesmas gramas de minha identidade. Nada melhor, então, que um curso de Foto Reportagem para me inspirar e me fazer enxergar o que há de mais belo ou mais feio (interessante sempre) em uma situação, já que nesse tipo de fotografia, tudo pode ser registrado. Tudo!

Primeira prática: fotonotícia.
Registrar em apenas uma imagem, um fato. A fotografia deve conter os 5W, as cinco respostas para as perguntas what?, who?, when?, where? e why?. Em portugês, o quê?, quem?, quando?, onde? e por quê?.



Produzi a foto acima porque entrei no clima das liquidações de verão da Espanha, as famosas rebajas (em castelhano) ou rebaixes (em catalão). Um perigo para qualquer orçamento, aviso! Registrada em uma feira livre chamada Els Encants, tem como foco principal o baixo preço anunciado. Os clientes em movimento, ao fundo, representam o resultado positivo da promoção. A verdade é que essa feira já é barata em dias comuns, mas o valor em destaque, segundo o vendedor, é parte das ofertas da estação. Ainda não sei se acredito ou não nele, mas, está aí minha proposta imagética.

Trocando em miúdos:
O quê? Rebajas
Quem? Nesse caso, não são as pessoas o objeto principal, mas o preço em destaque.
Quando? Em qualquer dia da primeira semana de ofertas.
Onde? Mercadillo Els Encants (Feira Os Encantos, em livre tradução de catalão para português)
Por quê? Promoções como essa são parte já da sociedade espanhola, que as aguardam e desfrutam, movimentando os negócios do país.

Mesmo concluindo que está demasiadamente fechada, a fotografia poderia ser incluída em uma reportagem como fotografia de complemento, não como a principal, de acordo com o professor. Caso fosse mais aberta, mais pessoas poderiam ser enquadradas demonstrando melhor que a oferta foi bem sucedida. Posso dizer que a foto teve uma avaliação media. Não há nota, mas diria que levei um 4, entre 1 e 10. Nada bom, mas interessante para que eu reflita sobre o que a foto poderia ter sido e não foi.

Afinal, como é dito nas redações da Espanha e como o professor gosta de frisar: "No quiero excusas, solo buenas fotos." Okey dokey! Recado entendido.

Hasta luego!

terça-feira, 26 de abril de 2011

No interior da Ilha Esmeralda há opções de passeios para mochileiros de plantão

Finalizando o artigo sobre a Irlanda, segue a quarta parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

Embora não falte diversão em Dublin, quem for à Irlanda tem que pôr o pé na estrada. O Condado de Wicklow, por exemplo, é ótima opção para mochileiros dispostos a trilhas que podem chegar a 15 quilômetros numa caminhada a quase 500 metros de altitude com classificação máxima de dificuldade.

Em uma única excursão de ônibus, o visitante que não está disposto a andar tanto, pode conhecer Glendalough e Killkenny em um só dia por cerca de 25 euros. Com saída diária de Dublin, os caminhos passam também pela Brownshill Dolmen, a entrada da tumba megalítica com fama de ser a mais pesada da Europa, comcerca de 100 toneladas, erguida entre 4000 e 3000 anos a.C. O último destino é a cidade de Killkenny.

Cultura medieval
Lá, a Black Abbey, igreja fundada em 1225 pelo conde de Pembroke, e a Catedral de Saint Canice, que levou 83 anos para ficar pronta no século 18, são abertas ao público. Os jardins e campos nos arredores do Castelo de Killkenny valemumaparada para descansar antes do visitante entrar na construção do século 17 e imergir em mais cultura medieval. A entrada custa seis euros.

Nas redondezas de Dublin, lugares tão belos que viraram cenário de cinema

Para quem preferir explorar apenas Dublin e proximidades, há três lugares imperdíveis nas redondezas. O Malahide Castle, ao norte de Dublin, é o principal deles. Erguido em 1185, o castelo é um dos mais antigos do país, residência de uma única família (Talbot) por 791 anos.

Casas de veraneio
O visitante tem acesso livre ao térreo da construção. Quem vai ao castelo também pode circular livremente por um parque infantil, alguns campos de futebol, de futebol gaélico e de rugby e trilhas entre bosques.

Na ponta da Península de Dublin, há uma área chamada Howth, reduto de casas de veraneio e vila de pescadores. O que à primeira vista pode parecer apenas uma região de praias pedregosas com um cais (com lugares não tão interessantes comparados às belezas da costa brasileira), esconde caminhos com belas paisagens.

A cinco quilômetros do aeroporto, trilhas podem ser feitas entre montes que possibilitam uma panorâmica vista do porto e do sul de Dublin. Em quatro horas de caminhada, o visitante pode percorrer até 10 km, chegando a 240 metros de altitude, numa trilha pela costa. Com um pitoresco farol, torres e luxuosas casas no caminho, o visitante ainda se depara, a depender da estação, com imensas plantações de frutas vermelhas.


Visão deslumbrante
Já a quase 30 km ao sul de Dublin (norte do Condado de Wicklow), Bray éumantigo destino de férias dos ingleses. Hoje, a região é roteiro obrigatório para uma rápida caminhada ao cume do monte chamado de Bray Head. Uma subida de 30 minutos resulta em uma visão de tirar o fôlego. Uma ótima opção éuma parada para tomar sorvete por cinco euros em uma das tantas tendas de doces espalhadas pela praia.

Conhecido pelas telas dos cinemas por ter sido cenário dos filmes P.S. Eu Te amo e Coração Valente, os campos do Condado de Wicklow também guardam uma parte da história antiga da Irlanda.

Construções monásticas
No Vale de Glendalough, construções monásticas do início do período medieval foram destruídas em 1398 por tropas inglesas. Entretanto, uma torre e ruínas do século 6 foram conservadas. Na região, grandiosas casas e a vegetação que encobre as montanhas dão um clima bucólico à paisagem.

*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

terça-feira, 19 de abril de 2011

Batatas e frutos do mar com doses de whisky e muita cerveja


A seguir, o quarto e último post como parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos

IRLANDA Por toda a ilha a gastronomia tem “pitacos” das cozinhas inglesa e escocesa

DIMAS NOVAIS
Dublin, Irlanda

Batatas são a base da comida irlandesa. Amassadas, cozidas, grelhadas ou fritas e nos mais diversos formatos elas são presença certa nos cardápios. Algumas vezes não são nem citadas – são informação implícita num menu irlandês.

Curiosamente, o prato típico de maior destaque do país é o café-da-manhã. Por cerca de oito euros, pode ser encontrado em qualquer canto da Irlanda o Irish Breakfast – riquíssimo em calorias. O menu é farto e vem com salsicha, bacon, ovos fritos, feijão (doce), pudim de sangue de suínos ou bovinos, cogumelos e cebolas fritas, além de torradas, chá ou café.

Amassadas, cozidas, grelhadas ou fritas e nos mais diversos formatos, as batatas estão no cardápio irlandês

Por toda a Irlanda, refeições não variam muito de preço, mas dificilmente uma pode ser encontrada por menos de 10 euros. Entre 12 e 15 euros, apenas pelo prato principal, é possível almoçar, por exemplo, ensopado de carne de porco, peixe, “colcannon” (prato feito com batata e repolho), ou, simplemente, o famoso “Fish & Chips”, típico prato inglês compeixe frito e batatas fritas.

Com simplesmente 213 anos de funcionamento, o Johnnie Fox's é autointitulado o mais “alto” pub do país, localizado nas montanhas do Condado de Dublin, a 25 km da capital. Com uma notável variedade de pratos do mar (são mais de 10 opções apenas de salmão defumado), o ambiente oferece também shows típicos de dança e música todas as noites.7

Móveis, utensílios, peças de roupas, bibelôs, fotos e pinturas acumulados em dois séculos dão um ar de antiquário ao pub. O cardápio da casa apresenta valores entre 10 e 24 euros pelo prato principal. Um ônibus especial sai do Shelbourne Hotel (no centro de Dublin), diariamente às 18h35, em direção ao Johnnie Fox's por um custo de cinco euros, o trecho.

Gosto por cervejas
As bebidas são um assunto à parte na cultura local. Sem tanta sofisticação nos pratos tradicionais, os irlandeses desenvolveram gosto por cervejas e whiskeys – com “e” tem origem irlandesa, e sem, escocesa.

Criada em 1759, a Guinness é a prata da casa, predileção da população local. De cor preta e um forte sabor característico de queimado, derivado do uso de cevada não maltada e torrada, a cerveja é servida geralmente como chope, apesar de ser comercializada também em garrafa e lata. Com uma forma específica de ser servida – primeiro ¾ são postos no copo, depois de alguns minutos ela é completada –, a bebida tem uma cabeça densa e cremosa, resultado da mistura com nitrogênio.

De cor preta e um forte sabor de queimado, sua marca, a cerveja Guinness é uma preferência nacional.

Para divulgar o que está por trás da história de sucesso da companhia, a Guinness montou uma grandiosa e moderna estrutura na própria fábrica para receber visitantes. Informações sobre distribuição em outros países, curiosidades sobre fabricação da cerveja estão espalhadas pelos seis andares da Guinness Brewery,umadas mais disputadas atrações turísticas de Dublin.

No último piso, em um ambiente com paredes de vidro, encontra-se o Gravity Bar, onde é oferecida uma “pint” (leia-se paint, copo de chope irlandês) da cerveja a cada visitante. A ideia é fazer com que cada um desfrute da bebida com uma vista panorâmica de 360 graus da cidade.

Os irlandeses servem a Guinness com estilo: põem ¾ no copo e só depois de alguns minutos completam a dose

*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

sábado, 19 de março de 2011

Ilha cor de Esmeralda

A seguir, primeira parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

IRLANDA O verde que cobre os campos da terra de Oscar Wilde convida o visitante a conhecer os arredores de Dublin

CÁSSIA CANDRA
Editora interina

Uma espécie de lenda urbana
conta que há mais de 900 pubs
na capital irlandesa. Como essas
coisas têm um fundo de verdade,
não há como arrumar as
malas para conhecer o país da
mais famosa banda de rock do
planeta, U2, sem planejar algumas
baladas regadas a Guinness,
a cerveja preta encorpada,
uma preferência nacional.

Mas, a Irlanda é muito mais
que o agito da Temple Bar, reduto
da boemia, onde se encontram pe
ssoas de todo o mundo.
Em Dublin há muito o que
fazer. Que tal visitar Trinity College,
universidade do século16,
fundada pela Rainha Elisabeth I,
onde estudou Oscar Wilde?

A ilha, que fica a uma hora de
avião de Londres, é terra de outras
personalidades das letras: o
dramaturgo Samuel Beckett
(Nobel de Literatura de 1969), o
poeta James Joyce e Bram Stoker,
autor de Drácula.

No país que ainda inspira lendas
da cultura celta, também se
respira ar puro. Abrigando os
maiores parques fechados da
Europa, na capital, e o verde que
cobre seus condados, no interior,
é visível a preocupação dos
irlandeses com a natureza.

Em uma viagem pelos arredores
de Dublin, com suas falésias
e castelos medievais incrustados em paisagens
que parecem saídas
de quadros de Monet,
não é difícil entender por
que cai tão bem à Irlanda o codinome
“Ilha Esmeralda”.


O verde reina nos condados da ilha, famosa
por sua cerveja e por sua história medieval
Cenários deslumbrantes no interior e a noite agitada da capital temperam o clima da terra natal do U2

DIMAS NOVAIS
Dublin, Irlanda

Uma ilha situada ao lado da Grã-Bretanha. Tão rica em verdes campos, quanto em castelos. A uma hora de Londres, via céu, a três de Liverpool via mar, está um passado milenar que mescla o misticismo da cultura celta coma famosa bravura dos vikings. Uma história recente em que a Inglaterra deixou fortemente seu legado.

O presente de uma das mais simples – embora vibrante – capitais da Europa e de um interior dos mais charmosos do Velho Mundo. Se a Escócia e a Noruega aguçam a curiosidade sobre os grandiosos reinados da Idade Média, vale a pena dar uma chance à terra comparada à cor das esmeraldas, a Irlanda.

São 26 condados, nomenclatura semelhante a estados, por onde se espalham relíquias arquitetônicas, herança celta, muito bem conservadas até hoje devido ao isolamento geográfico da ilha. Famoso por ser, digamos, apreciadores incansáveis de álcool, o povo irlandês tem a cerveja Guinness como um de seus símbolos, declarado orgulho da nação.

Uma espécie de lenda urbana conta que há mais de 900 pubs (como os bares são chamados) no país e como isso deve ter um fundo de realidade, nenhum turista tem do que reclamar quando o assunto é bebida. Essa, aliás, é acompanhada sempre da boa música local.

Dia do padroeiro
Uma das datas mais célebres da Irlanda se aproxima: o Saint Patrick's Day. É o Dia de São Patrício, padroeiro do país, responsável por difundir o cristianismo na ilha, no século 5. Como principal festa, uma parada pelas ruas da capital é organizada anualmente para comemorar o dia 17 de março.

Mas a celebração, como passar dos anos, se tornou um festival. Nesta edição será realizado entre os próximos dias 16 e 20, com shows, exibições de filmes, espetáculos teatrais, artes visuais e outras manifestações artísticas. Sete dias após o fim do Carnaval, começa, então, a
folia irlandesa.

Aviso aos viajantes
Um outro motivo para os festejos da data é a chegada da Primavera,tempo de renovação não só na natureza como da energia do povo. Os dias muito frios ficam para trás abrindo caminho para os dias frios, apenas frios. Isso, porque a Irlanda é conhecida pelo clima gélido, porém sem bruscas diferenças sazonais no decorrer do ano.

No Verão, a temperatura fica entre 15ºC e 18ºC. No Inverno, o clima frio não é rigoroso usualmente, variando entre 2ºC e 7ºC. Entretanto, no último dezembro, os turistas e a própria população nativa se surpreenderam com temperaturas que chegaram a 17ºC negativos. Um aviso aos viajantes da Ilha Esmeralda: independente do destino para as férias, luvas, gorro, casaco e um guarda-chuva não devem ser dispensados. Com constantes quedas d'água é raro o visitante não presenciar uma chuvinha cair. O bom é que as planícies estão sempre verdes, fazendo das paisagens cenários deslumbrantes.


*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Neve em três capítulos: encantamento, desentendimento e reconcialiação

*ler escutando "One", do U2

Encantamento

No início, eram só flores - apesar de o inverno só deixar os espinhos (agora, literalmente falando). A neve traz uma sensação de limpeza, uma sensação cinematográfica. Ao menos pra mim, que vim de uma cidade quente da muléstia, no Nordeste do Brasil.

Eram quatro e meia da madrugada de um dos últimos dias de novembro quando fui acordado por uma mensagem de celular que dizia: “Saia de casa! Está nevando!”. Ao olhar pela janela, vi o meu quintal branco, os carros brancos, as árvores brancas. Fiquei ali, uns segundos completamente enternecido. Mas isso não me bastava, queria não só ver como sentir aquilo. Ao descer as escadas de casa, outros dois brasileiros estavam saindo do quarto deles pelo mesmo motivo. Num frio de cerca de dois graus Celsius negativos saímos do calor e entramos no freezer, que era o lado de fora, para sentirmos os flocos de neve cairem sobre as nossas cabeças. Parecíamos pinto no lixo, crianças ao abrir dos presentes em noite de Natal. Foi amor à primeira vista: eu e a neve, a neve e eu!

Após esse primeiro instante congelante seguiram-se momentos de contemplamento. Mas centenas de fotos, bonecos de neve e iglus depois... veio o gelo. É que após a nevasca, período de uns dois ou três dias nevando, a neve vira gelo e, esse, faz todo pedaço de chão ficar escorregadio. Toda hora tem um caindo na rua. Eu mesmo caí cinco vezes em um único dia. Mas, calma, eu explico: um dos meus sapatos tem o solado completamente liso – impossível não andar instável com eles. Tudo bem que me senti completamente tabaréu vendo a neve, mas essa não foi a razão das quedas. A culpa foi mesmo dos sapatos.

Essa primeira nevasca que presenciei caiu em Dublin no início do inverno, período absolutamente incomum para tal ocorrência climática na ilha irlandesa. Já a segunda nevasca começou dia 20 de dezembro, um dia antes de minha viagem. Foi aí que me desintendi com ela, a neve.

Horizonte

Revendo meu amor à neve
Passagens de avião e de trem compradas, estava com minhas férias de Natal prontas. Iria para Barcelona e de lá para Toulose me encontrar com alguns primos meus para passarmos o Natal em uma outra cidade no sul da França. Seria uma oportunidade única de estar com eles em um momento como esse em um lugar como aquele. Seria. Não foi. Meus planos foram por neve abaixo.

Passageiros saindo do avião minutos depois de terem entrado.
Com tudo branco, centenas de aeronaves não puderam decolar

A nevasca ficou mais forte justamente no dia 21 de dezembro, quando iria embarcar para a Espanha. Não se enxergava nada no céu a não ser um paredão branco. O saco de algodão foi rasgado e a cidade ficou inundada de neve. Não se sabia mais o que era asfalto, calçada, grama. A neve tinha chegado a quase 20 cm de profundidade. Evitando atrasos, peguei um táxi ao invés de ônibus para ir ao aeroporto. Ao chegar lá, percebi que alguns vôs estavam atrasados. Até então, nada tão anormal. Mas quando vi que voos estavam sendo cancelados, comecei a ficar preocupado. Check in feito, às 13h da tarde fico sabendo que o aeroporto de Dublin havia sido fechado até às 17h em função do mal tempo. Meu voo seria às 13h55. Aguardei até às 15h quando soube que poderia pegar minha mala e voltar para casa porque o meu voo havia sido cancelado. O que isso significava? Que eu poderia escolher um novo voo para Barcelona, em outro momento, ou pegar meu dinheiro de volta. É claro que pensei: “Sem problemas, pego um voo amanhã, 22, e está tudo certo.” Mas o que a Ryanair (companhia aérea encarregada de me transportar pela Europa) me ofereceu foi simplesmente uma passagem para o dia 30 de dezembro. Isso seria quase 2011! E eu deveria voltar a Dublin no dia 29. Ou seja, fiz o pedido de reembolso e procurei em outras companhias aéreas mas nada achei para antes do Natal. Resultado: sem voos disponíveis, fiquei em Dublin. Com neve por todos os lados e sem o Natal programado.

Por constantes vidros embaçados era possível ver os pedestres andando mais rápidos que os carros. Sobre o gelo, 40km/h é ser imprudente

Cair na neve, tudo bem. Me atrasar pra todos os compromissos, tudo bem. Esperar por quatro horas um ônibus, é... tudo bem, até vai. Mas perder meu Natal, não. A neve acabara de criar uma confusão pesada comigo!

Reconciliação
Dia 24 de dezembro, então, decidi passar a ceia natalina com amigos brasileiros e mexicanos. Antes disso, entretanto, fui dar uma volta com um amigo no centro da cidade para fotografar. Não estava nem um pouco afim de contemplar a neve que ainda caia, mas, sim, acompanhar o movimento pré-Natal. E foi aí que a tal reconciliação aconteceu, graças a um milagre de Natal. Não que eu estivesse triste, mas lamentava não estar com meus primos.

Em torno de 100 pessoas presenciaram a cantoria natalina

Estava caminhando na Grafton Street quando uma aglomeração me fez parar. As atenções de cerca de 100 pessoas estavam voltadas para o cantor Glen Hansard (vencedor do Oscar de melhor canção original pelo filme Once, em 2008, no qual também foi protagonista). Ele tocava, claro, canções natalinas com alguns músicos, o que fez daquele momento já bem interessante. Mas incrível mesmo foi quando Bono Vox se juntou a eles. O cantor da banda irlandesa U2 integrou-se ao círculo de músicos e, sob forte alvoroço do público, cantou canções como "So This Is Christmas" e "One". Entoamos juntos essas e algumas outras músicas: Bono, eu e umas 100 pessoas. Ganhei meu Natal! Inesquecível!!!

Bono soltando o gogó

E eu cheguei a pensar que não iria ver uma apresentação do U2 em Dublin antes de voltar ao Brasil. Bom, ainda não vi o tal show, mas uma capela há dois metros de distância, sem microfone ou efeitos especiais, salvou meu Natal. Não lamento mais não ter viajado. Fiz as pazes com os flocos de neve. Enquanto eles caem, vou ouvindo, sem mágoas, U2 no meu iPod.


Um dos melhores vídeos gravados do momento que achei no Youtube

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O sol de Shakira está chegando...

De Dublin, Irlanda

“Loca” na música, “loca” na dança, ela realmente enlouquece o público. Na noite da última quinta-feira, Shakira, a cantora latina de maior visibilidade do mundo pop, da atualidade, levou sua mais nova produção ao palco da Arena O2 da capital irlandesa, Dublin. E se ao lado de fora, a temperatura beirava os zero graus Celsius, o calor interno da casa, lembrava mesmo o do astro rei. Apresentando o disco “Sale el Sol” (“The Sun Comes Out”, na versão em inglês do CD), lançado em outubro, ela provou que seus quadris não mentem ao entoar hits como “Waka Waka” e “Loca”, seu atual single. A seguir, o repertório que a cantora deverá levar a pelo menos três cidades brasileiras no próximo ano.

Do álbum “Pies Descalzos” (1996), Shakira resgata a canção “Pienso em Ti” para abrir seu novo repertório. Ela inicia o show já em contato direto com os fãs andando entre o público em direção a uma passarela, extensão do palco. Ao tirar a camada de roupa que a envolve fazendo-lhe parecer uma rosa, a colombiana, enfim, deixa suas curvas à mostra. E é com “Te Dejo Madrid” e “Whenever, Wherever” que ela começa a esquentar o espetáculo.


Uma parada para um tom romântico se inicia com “Inevitable”, na qual toca violão. “Uma das canções mais especiais que já compus”, confessa. Soltando um clima de paixão ardente no ar, “Despedida” e “Gipsy” são tocadas envoltas por um som acústico fazendo o público delirar com a perfomance à la cigana da cantora com um dos músicos.

“La Tortura” e “Ciega, Sordomuda” fazem os fãs dançarem novamente – guardando, aqui, as devidas proporções de como os europeus reagem timidamente às canções enérgicas. Mas latinos presentes animavam contagiosamente a plateia. E é após esse momento que toques de superprodução começam a tomar o show. O telão de alta resolução se divide ao meio, uma gigante escultura em forma de uma face humana se sobressai e é através dela que os maiores efeitos visuais são projetados. Com a faixa “Sale el Sol” , Shakira sugere que o sol aparece quando menos se pensa, diz a letra da canção.

“Loca”, “She Wolf” e “Ojos Así” são um dos mais quentes blocos do concerto. Mas é no bis, após retornar ao palco, que o ápice acontece com “Hips Don’t Lie” e “Waka Waka”. Antes da canção inspirada na África ser entoada, um vídeo é exibido mostrando crianças do continente dando declarações do que querem para suas vidas. Frases como “quero ser engenheiro”, “quero ir à escola” e simplesmente “quero ser eu mesmo” dão o tom de solidariedade que, afinal, a música propõe ao dizer: “esse é o momento da África”. Ao final do hit, sob chuva de papel picado fluorescente a cantora, então, se despede do público.


“Why Wait”, “Nothing Else Matters” (cover do Metallica), “Underneath Your Clothes”, “Gordita” e “Las de La Intuicion” completam o setlist da turnê, além de “Antes de las Seis” e “Si te vas”, que esporadicamente ficam de fora em algumas apresentações.

Ápice da carreira
Apesar de todas as milimetradas falas e marcações de palco, Shakira consegue dar espontaneidade à sua performance, diferente de cantoras mais engessadas em seus shows como Beyoncé e Rihanna. Aliás, foi seguindo a linha dessas cantoras contemporâneas, que no momento mais pop da carreira, em 2009, Shakira, lançou o “She Wolf”. O disco, inovador em sua linha musical até então, agregou um público diferente à sua carreira, mas afastou os que se identificavam com o som dos álbuns passados. Após experimentar essas batidas, ela voltou a apresentar, embora não completamente, os tons e sotaques que lhe abriram as portas para o mundo: a música latina.

Trazendo consigo os tais raios solares de latinidade, Shakira conseguiu emplacar uma carreira muito bem-sucedida fora do contigente da língua hispânica. Nessa semana, seu álbum completa oito semanas como o mais vendido de música latina e o hit “Loca” lidera o ranking das músicas dance mais tocadas, segundo a Billboard.

Dando continuidade ao que outras já haviam feito (destaque para a cubana Gloria Estefan), a colombiana está embalada pelo recente sucesso de “Waka Waka”, canção oficial da FIFA na última Copa do Mundo. Provavelmente em função disso, seu último disco foi o mais rapidamente produzido de sua carreira. Na turnê atual, ela se apresenta em cerca de 20 países entre América e Europa. Embora as datas para o Brasil ainda não tenham sido confirmadas pelo site oficial da cantora, a imprensa brasileira já divulgou que ela será atração do Pop Music Festival realizado no país em março de 2011. Porto Alegre, dia 13, Brasília dia 16 e São Paulo, dia 19, são as datas até o momento. Um show no Rio de Janeiro está sendo negociado, segundo informações do Portal Ig.


*matéria originalmente publicada em 18.12. 2010 na Tribuna da Bahia
*fotos de Dimas Novais e Cristiano Mota
* texto de Dimas Novais

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um ensolarado dia qualquer em Dublin... / A any sunny day in Dublin...

...não pode ser considerado qualquer mesmo!
Afinal, essa cidade mistura quatro estações em 24 horas, ensinando que não se pode sair de casa sem casaco, nem sem câmera.
Em um desses dias, fotografei algumas imagens interessantes e incomuns - para meu olhar, ao menos.

Seguem os registros.

See ya!

.................................................

...can't even be considered as any!
After all, this city blends four seasons into 24 hours and teaches that you can never leave home without a coat or without a camera.
One of these days, I took some interesting and unusual pictures - to my eyes, at least.

Here are the records.

See ya!







segunda-feira, 4 de outubro de 2010

50 dias intensos!

8 dias estudando para uma prova de inglês; 7 dias com uma querida prima aqui em Dublin; 8 dias de Alemanha (4 deles no Oktoberfest, Munich); além de dias de relaxamento, trabalho e outras coisas mais.

Eis que volto a postar no blog contando algumas novidades.

Passei na prova do inglês, e, enfim, sou upper-intermidiate, o quarto nível entre cinco do curso. Isso signica que estou falando e ouvindo cada vez melhor o idioma, mas, definivamente, longe do que eu quero estar.


Minha atual turma de inglês em visita a National Gallery

Elessandra, uma prima, que todo ano dá umas voltas pela Europa, esse ano, conheceu o clima gostoso (ironicamente falando) da Irlanda. Fomos em vários e interessantes lugares, como o Museu de Arte Moderna (Irish Museum of Modern Art), o Museu de História Nacional (National Museum), a roda-gigante de Dublin (Dublin Wheel), o St Steephens Green Park, o Marrion Square, entre outros. Ela, nos momentos que não pude acompanha-la, rodou a cidade e ainda foi ao condado de Wicklow. Um detalhe que seria relevante é que ela não fala inglês fluente. Mas no caso dela isso não é notório, já que nem por isso ela se acanha em desbravar o mundo! Danada!

Minha prima Elessandra e eu, na Grafton Street

A Alemanha é demais! Incrível! Muito bonita mesmo, a impressão que tive das cidades foram:

-Frankfurt: cidade de negócios, muitos arranha-céus, concentração de sedes de bancos e grandes empresas, vida noturna interessante, muitos museus e charmosos pontos de encontros sociais, como praças e aquela típica antiga arquitetura.

-Munich: ainda mais bonita que Frankfurt, embora eu não tenha conhecido tanto a cidade. Como fui lá com o objetivo de curtir o Oktoberfest, não dediquei tempo nenhum a explorá-la fora os trajetos de transporte entre a festa e o camping onde fiquei.

-Berlin: só conheci o Muro de Berlin, não tive tempo pra mais nada. Ficou um gosto intenso de quero mais!

Tenda Paulaner, no Oktoberfest, em Munich. No centro, uma banda bavaria.

Sobre o trabalho, vai muito bem. Minha comunicação com os clientes irlandeses melhorou muito nas últimas semanas - até no fim das noites, quando estão quase todos bêbados.

Bom, vou dar um pulo em outro Oktoberfest agora, o daqui de Dublin (http://www.oktoberfest-dublin.com)! Depois, comento as diferenças entre o original alemão e esse.

Cheers!

sábado, 14 de agosto de 2010

O ocaso diário não há de ser por acaso

Os céus acumulam luz para lançar um presente, diariamente.
Antes da dádiva, enquanto os raios claream as trilhas, caminho.
Ao findar da fadiga, eis que ele invade frestas.
Horizontalmente é apontada tamanha imensidão seguindo para o Oeste.
Interropendo pingos. Fechando ciclos. Aquecendo promessas.
Para anunciar que a natureza está lá, presente, gigantesca, fabulosa, eis que surge o pôr-do-sol.
Esse, segue a linha dos meus olhos através da janela do meu quarto.
Que sortudo eu sou, o tenho todo santo dia. Um santo presente.
Se tudo for cinzento, mesmo se cores não jorrarem de outras fontes, posso ter certeza de que pinceladas solares se farão visíveis a mim para regenerar.
O ocaso diário não há de ser por acaso.

[Sunset in Sunday, ‎July ‎18, ‎2010. Dublin, Ireland]

*Foto de Dimas Novais

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dimas Woods ou Tiger Novais?

Estou eu, cá ,voltando a escrever no meu diário de bordo depois de um período off. Algumas intempéries na vida fizeram-me estar longe do blog e me debruçar, quanto a escrever, sobre emoções, pessoas e recordações. Meu avô partiu para um outro nível espiritual e nos deixou com um aperto de saudade imenso. Tornou-se mais um a entrar eternamente na história de vida dos que se enriqueceram ao passar pela mesma estrada que ele em algum instante. Por serem demasiadamente pessoais, recolho minhas linhas sobre isso.

Voltando a descrever minha vida em Dublin, tenho que falar de três curiosos assuntos:

quarta-feira, 23 de junho de 2010

St Stephen's Green (1/2)

Também chamado de Faiche Stiabhna, em irlandês, o St Stephen's Green é um parque público do centro da cidade de Dublin, na Irlanda. O parque é adjacente a uma das principais ruas de Dublin, a Grafton Street. Na sua lateral, corre uma das linhas do Luas, um bonde elétrico. São 22 hectares do espaço que até 1663 era simplesmente um pântano, passando por várias mudanças até chegar ao que é hoje.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

World Cup e um estágio de inglês e cervejas

Verde e amarelo andando pelas ruas da capital irlandesa. As cores vestem negros, brancos, morenos, ruivos e orientais. É dia do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo de 2010 e o que se vê são tantos brasileiros quanto não-brasileiros com a camisa da seleção canarinho Nosso futebol é realmente amado por aqui. E em meio a euforia de início de torneio, eis que me cai do céu um emprego. Sim, agora não preciso mais converter moedas!

domingo, 6 de junho de 2010

Agora é oficial: será um ano no velho mundo!

Autorizado! Carimbo no passaporte e carteira de registro na Garda National Immigration Bureau, agora posso dar um rolé por outros países do Velho Mundo! Nesse momento, estou na Escócia dando uma fuçada nos castelos medievais (esse post foi programado para ir ao ar hoje). Enquanto bato perna por lá, conto aqui um pouco da minha semana: conheci o espaço físico interno da Trinity College, umas das mais famosas universidades irlandesas, e iniciei minha vida de cozinheiro.

Visão interna da Universidade

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Noite de sotaques

Coréia do Sul, Japão, Estados Unidos da América, Irlanda, Itália, Brasil, Egito e até as Ilhas Canárias. Na noite da última sexta-feira, fui a duas festas em Dublin. Ouvi sotaques de vários países e entre as coisas que aprendi é que no último desses se fala espanhol. É, minha ignorância sobre a cultura alheia é maior do que eu imaginava.

domingo, 30 de maio de 2010

As primeiras semanas em Dublin

Duas semanas de vácuo por aqui, hein? Mas estou de volta, agora com laptop próprio, pra contar minhas peripércias. Hoje, completo três semanas em solo irlandês. Ainda estou na fase das primeiras descobertas, mas já estou me acostumando com a cidade, com as pessoas e com o clima. Com esse último, ando mudando meus referenciais. Afinal, aqui ja é verão!!! Um verão com vento frio, com águas praieiras geladas, mas um verão!

Ao lado do Spire, na O'Connell Street.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Olhar de um brasileiro sobre a arquitetura de Dublin

A semana pra mim tem sido de descobertas. A todo momento conheco um habito, uma regra, um estilo de viver diferente. Alguns sao bem esquisitos, outros da ate vontade de incorporar, mas todos, todos sao, ao menos, interessantes. Entretanto, sobre meus primeiros dias aqui falarei no proximo post. Por hora quero mostrar imagens. Como a arquitetura irlandesa e uma das principais diferencas notadas instantaneamente por aqui, vou postar fotografias minhas das ruas, predios e construcoes outras de Dublin. Sao cenarios que me chamaram atencao. Os edificios antigos me remetem aos livros de historia, os mais novos exibem o grau de preocupacao ecologica da populacao ja que a maioria deles aproveita a luz solar ostensivamente.


St Andrews Lutheran Church

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Amsterdam, Dublin... sim, estou na Europa!

Consegui chegar na Europa! E esse "consegui" foi escrito em destaque mesmo. Anos de vislumbramento, meses de planejamento e, enfim, here I am. Apos aguardar quase dois meses em um severo ocio criativo, estou em solo irlandes! Passei sete horas em Sao Paulo e tres em Amsterdam. Do vulcao, nao vi sinal algum. Um a um agora.