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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Imágenes de los Pioneros de la Fotografia Documental (1837-1936)

¡Hola!

Com o objetivo de registrar um pouco do que tenho estudado durante o curso de Fotoreportaje, vou descrever os temas que abordamos nas primeiras aulas.

Definición del gênero. Reportaje versus Documental - discutimos os conceitos de ambos os estilos fotográficos. A fotografia documental é mais ampla, abrange outros modos de se documentar uma situação além da fotografia de reportagem. Essa, por sua vez, é responsável por traçar uma narrativa através de uma sequência de imagens que respondam aos 5W (explicado no post anterior).
Las 5W. Objetividad y subjetividad en la práctica del reporterismo.
Pase comentado de imágenes de los Pioneros del Documental (1837-1936) - Pelo nascimento da fotografia muitos movimentos artísticos surgem porque a pintura deixa de ter a necessidade de retratar a realidade, já que as câmeras agora fazem isso. Como representantes desse período os seguintes fotógrafos foram citados:

- Edward Sheriff Curtis: norte-americano (1868 - 1952) reconhecido por ser responsável por grande parte da memória fotográfica dos índios nativos dos EUA. Seu intenso trabalho dedicado ao tempo é discutido até hoje. Após sua morte, o The New York Times o descreveu como "internacionalmente conhecida autoridade sobre a história dos índios do país";


- Jacob Riis: jornalista e fotógrafo dinamarquês (1849 - 1914) que emigrou de sua terra para os EUA e se tornou um marco na defesa dos trabalhadores de baixa renda e no registro do cotidiano dos imigrantes no país. Descrito como reformador social, "sensacionalista" jornalista e fotógrafo documentarista social;


- Lewis Hine - sociólogo e fotógrafo norte-americano (1874 – 1940) cujo trabalho de reforma social teve como instrumento uma câmera. O legado de imagens de exploração do trabalho infantil deixado por ele é vasto e reconhecido em todo o mundo, o que ajudou na alteração de leis na época;


- August Sander: fotógrafo alemão (1876 - 1964) inserido na rotina do exército alemão e que foi um marco na história da fotografia por produzir com destaque retratos durante o nazismo alemão. Deixando um legado de mais de 40 mil fotos, uma coleção com sete volumes chamada Citizens of the Twentieth Century foi publicada em inglês, francês e alemão. Nela, retratos acompanhados de dados históricos e sociais dão uma mostra do que foi o trabalho de Sander;


- Walker Evans: de origem norte-americana(1903 – 1975), esse fotógrafo é conhecido principalmente pelo seu trabalho de documentação da Grande Depressão.


¡Hasta las próximas lecciones!

sábado, 9 de julho de 2011

"No quiero excusas, solo buenas fotos"

Barcelona + sol + amigos + fotografia + verão + arte + arquitetura + histórias = meu segundo intercâmbio

Olá, internautas!

Depois de muito tempo sem postar textos livres (isso é: sem critérios jornalísticos), volto para descrever o curso de verão que estou fazendo em Barcelona - Espanha para uns, Catalunia para outros. Divergências políticas à parte, vou postar aqui a primeira atividade prática que desenvolvi nas minhas primeiras aulas de Fotoreportaje (Foto Reportagem) com comentários feitos pelo professor Rafael Badia, que leciona na escola Ruido Formacíon. O curso tem a duração de um mês.

Eis um rápido perfil do mestre, publicado no seu blog Días Prosaicos que, aliás, vale à pena ser conferido: "Fotógrafo, editor gráfico y profesor de fotografía. Nacido en Tenerife, vive en Barcelona desde 1994. Ha publicado un libro de imágenes y poemas sobre la capital catalana, 'A Barcelona' (Ed. Arola, 2009). Forma parte del colectivo de fotografía urbana 'Calle 35'."

Importante dizer: o motivo de eu ter escolhido esse curso foi que depois de um ano viajando por países europeus, fotografando gente, paisagens naturais, cidades, eventos e cotidiano, percebi que meu olhar estava viciado e sempre registrava as situações da mesma forma, apenas mudando o objeto em foco e o cenário. As cenas continham sempre as mesmas gramas de minha identidade. Nada melhor, então, que um curso de Foto Reportagem para me inspirar e me fazer enxergar o que há de mais belo ou mais feio (interessante sempre) em uma situação, já que nesse tipo de fotografia, tudo pode ser registrado. Tudo!

Primeira prática: fotonotícia.
Registrar em apenas uma imagem, um fato. A fotografia deve conter os 5W, as cinco respostas para as perguntas what?, who?, when?, where? e why?. Em portugês, o quê?, quem?, quando?, onde? e por quê?.



Produzi a foto acima porque entrei no clima das liquidações de verão da Espanha, as famosas rebajas (em castelhano) ou rebaixes (em catalão). Um perigo para qualquer orçamento, aviso! Registrada em uma feira livre chamada Els Encants, tem como foco principal o baixo preço anunciado. Os clientes em movimento, ao fundo, representam o resultado positivo da promoção. A verdade é que essa feira já é barata em dias comuns, mas o valor em destaque, segundo o vendedor, é parte das ofertas da estação. Ainda não sei se acredito ou não nele, mas, está aí minha proposta imagética.

Trocando em miúdos:
O quê? Rebajas
Quem? Nesse caso, não são as pessoas o objeto principal, mas o preço em destaque.
Quando? Em qualquer dia da primeira semana de ofertas.
Onde? Mercadillo Els Encants (Feira Os Encantos, em livre tradução de catalão para português)
Por quê? Promoções como essa são parte já da sociedade espanhola, que as aguardam e desfrutam, movimentando os negócios do país.

Mesmo concluindo que está demasiadamente fechada, a fotografia poderia ser incluída em uma reportagem como fotografia de complemento, não como a principal, de acordo com o professor. Caso fosse mais aberta, mais pessoas poderiam ser enquadradas demonstrando melhor que a oferta foi bem sucedida. Posso dizer que a foto teve uma avaliação media. Não há nota, mas diria que levei um 4, entre 1 e 10. Nada bom, mas interessante para que eu reflita sobre o que a foto poderia ter sido e não foi.

Afinal, como é dito nas redações da Espanha e como o professor gosta de frisar: "No quiero excusas, solo buenas fotos." Okey dokey! Recado entendido.

Hasta luego!

terça-feira, 26 de abril de 2011

No interior da Ilha Esmeralda há opções de passeios para mochileiros de plantão

Finalizando o artigo sobre a Irlanda, segue a quarta parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

Embora não falte diversão em Dublin, quem for à Irlanda tem que pôr o pé na estrada. O Condado de Wicklow, por exemplo, é ótima opção para mochileiros dispostos a trilhas que podem chegar a 15 quilômetros numa caminhada a quase 500 metros de altitude com classificação máxima de dificuldade.

Em uma única excursão de ônibus, o visitante que não está disposto a andar tanto, pode conhecer Glendalough e Killkenny em um só dia por cerca de 25 euros. Com saída diária de Dublin, os caminhos passam também pela Brownshill Dolmen, a entrada da tumba megalítica com fama de ser a mais pesada da Europa, comcerca de 100 toneladas, erguida entre 4000 e 3000 anos a.C. O último destino é a cidade de Killkenny.

Cultura medieval
Lá, a Black Abbey, igreja fundada em 1225 pelo conde de Pembroke, e a Catedral de Saint Canice, que levou 83 anos para ficar pronta no século 18, são abertas ao público. Os jardins e campos nos arredores do Castelo de Killkenny valemumaparada para descansar antes do visitante entrar na construção do século 17 e imergir em mais cultura medieval. A entrada custa seis euros.

Nas redondezas de Dublin, lugares tão belos que viraram cenário de cinema

Para quem preferir explorar apenas Dublin e proximidades, há três lugares imperdíveis nas redondezas. O Malahide Castle, ao norte de Dublin, é o principal deles. Erguido em 1185, o castelo é um dos mais antigos do país, residência de uma única família (Talbot) por 791 anos.

Casas de veraneio
O visitante tem acesso livre ao térreo da construção. Quem vai ao castelo também pode circular livremente por um parque infantil, alguns campos de futebol, de futebol gaélico e de rugby e trilhas entre bosques.

Na ponta da Península de Dublin, há uma área chamada Howth, reduto de casas de veraneio e vila de pescadores. O que à primeira vista pode parecer apenas uma região de praias pedregosas com um cais (com lugares não tão interessantes comparados às belezas da costa brasileira), esconde caminhos com belas paisagens.

A cinco quilômetros do aeroporto, trilhas podem ser feitas entre montes que possibilitam uma panorâmica vista do porto e do sul de Dublin. Em quatro horas de caminhada, o visitante pode percorrer até 10 km, chegando a 240 metros de altitude, numa trilha pela costa. Com um pitoresco farol, torres e luxuosas casas no caminho, o visitante ainda se depara, a depender da estação, com imensas plantações de frutas vermelhas.


Visão deslumbrante
Já a quase 30 km ao sul de Dublin (norte do Condado de Wicklow), Bray éumantigo destino de férias dos ingleses. Hoje, a região é roteiro obrigatório para uma rápida caminhada ao cume do monte chamado de Bray Head. Uma subida de 30 minutos resulta em uma visão de tirar o fôlego. Uma ótima opção éuma parada para tomar sorvete por cinco euros em uma das tantas tendas de doces espalhadas pela praia.

Conhecido pelas telas dos cinemas por ter sido cenário dos filmes P.S. Eu Te amo e Coração Valente, os campos do Condado de Wicklow também guardam uma parte da história antiga da Irlanda.

Construções monásticas
No Vale de Glendalough, construções monásticas do início do período medieval foram destruídas em 1398 por tropas inglesas. Entretanto, uma torre e ruínas do século 6 foram conservadas. Na região, grandiosas casas e a vegetação que encobre as montanhas dão um clima bucólico à paisagem.

*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

terça-feira, 19 de abril de 2011

Batatas e frutos do mar com doses de whisky e muita cerveja


A seguir, o quarto e último post como parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos

IRLANDA Por toda a ilha a gastronomia tem “pitacos” das cozinhas inglesa e escocesa

DIMAS NOVAIS
Dublin, Irlanda

Batatas são a base da comida irlandesa. Amassadas, cozidas, grelhadas ou fritas e nos mais diversos formatos elas são presença certa nos cardápios. Algumas vezes não são nem citadas – são informação implícita num menu irlandês.

Curiosamente, o prato típico de maior destaque do país é o café-da-manhã. Por cerca de oito euros, pode ser encontrado em qualquer canto da Irlanda o Irish Breakfast – riquíssimo em calorias. O menu é farto e vem com salsicha, bacon, ovos fritos, feijão (doce), pudim de sangue de suínos ou bovinos, cogumelos e cebolas fritas, além de torradas, chá ou café.

Amassadas, cozidas, grelhadas ou fritas e nos mais diversos formatos, as batatas estão no cardápio irlandês

Por toda a Irlanda, refeições não variam muito de preço, mas dificilmente uma pode ser encontrada por menos de 10 euros. Entre 12 e 15 euros, apenas pelo prato principal, é possível almoçar, por exemplo, ensopado de carne de porco, peixe, “colcannon” (prato feito com batata e repolho), ou, simplemente, o famoso “Fish & Chips”, típico prato inglês compeixe frito e batatas fritas.

Com simplesmente 213 anos de funcionamento, o Johnnie Fox's é autointitulado o mais “alto” pub do país, localizado nas montanhas do Condado de Dublin, a 25 km da capital. Com uma notável variedade de pratos do mar (são mais de 10 opções apenas de salmão defumado), o ambiente oferece também shows típicos de dança e música todas as noites.7

Móveis, utensílios, peças de roupas, bibelôs, fotos e pinturas acumulados em dois séculos dão um ar de antiquário ao pub. O cardápio da casa apresenta valores entre 10 e 24 euros pelo prato principal. Um ônibus especial sai do Shelbourne Hotel (no centro de Dublin), diariamente às 18h35, em direção ao Johnnie Fox's por um custo de cinco euros, o trecho.

Gosto por cervejas
As bebidas são um assunto à parte na cultura local. Sem tanta sofisticação nos pratos tradicionais, os irlandeses desenvolveram gosto por cervejas e whiskeys – com “e” tem origem irlandesa, e sem, escocesa.

Criada em 1759, a Guinness é a prata da casa, predileção da população local. De cor preta e um forte sabor característico de queimado, derivado do uso de cevada não maltada e torrada, a cerveja é servida geralmente como chope, apesar de ser comercializada também em garrafa e lata. Com uma forma específica de ser servida – primeiro ¾ são postos no copo, depois de alguns minutos ela é completada –, a bebida tem uma cabeça densa e cremosa, resultado da mistura com nitrogênio.

De cor preta e um forte sabor de queimado, sua marca, a cerveja Guinness é uma preferência nacional.

Para divulgar o que está por trás da história de sucesso da companhia, a Guinness montou uma grandiosa e moderna estrutura na própria fábrica para receber visitantes. Informações sobre distribuição em outros países, curiosidades sobre fabricação da cerveja estão espalhadas pelos seis andares da Guinness Brewery,umadas mais disputadas atrações turísticas de Dublin.

No último piso, em um ambiente com paredes de vidro, encontra-se o Gravity Bar, onde é oferecida uma “pint” (leia-se paint, copo de chope irlandês) da cerveja a cada visitante. A ideia é fazer com que cada um desfrute da bebida com uma vista panorâmica de 360 graus da cidade.

Os irlandeses servem a Guinness com estilo: põem ¾ no copo e só depois de alguns minutos completam a dose

*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Construções seculares nas trilhas verdes dos condados

Nas próximas linhas, a terceira parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

IRLANDA Quem sai de Dublin em direção ao interior encontra vestígios da história e da cultura celta nos mais belos cenários do país


DIMAS NOVAIS
Dublin, Irlanda

Ocupando, no mapa, uma área oito vezes menor que o Estado da Bahia, a Irlanda possui uma das mais belas paisagens banhadas pelo Oceano Atlântico. Os Cliffs of Moher são falésias localizadas no oeste do país, a 265 km de Dublin, três horas de ônibus. Por oito quilômetros, penhascos com alturas que podem chegar a 214 metros margeiam parte da costa do Condado de Clare. Da Torre O'Brien, construída em 1835 em um dos pontos mais altos, a grandiosidade da visão é ainda maior.

Para chegar ao destino mais visitado do interior da Irlanda, há passeios de ônibus saindo de Dublin comtarifas entre 40 e 50 euros (transporte e guia). O preço pode parecer salgado, mas os guias costumam enriquecer o passeio com histórias e lendas da nação, além de cantarem e tocarem nas paradas um pouco de música celta.

Outra opção é sair de Galway, maior cidade da região oeste, onde é possível pagar 15 euros (crianças, estudantes e acima de 65 anos) ou 20 euros (adultos). Nesse caso, vale a pena reservar um outro dia para conhecer Galway, a terceira maior cidade do país, que abriga a imponente Cathedral of Our Lady Assumed into Heaven and St Nicholau e a Latin Quarter, quarteirão de efervescente vida noturna.

No caminho, um dos principais pontos de parada é o Parque Nacional Burren, sítio repleto de rochas calcárias com fissuras, paraíso para apreciadores de geologia. O Castelo de Dunguaire é outro belo cenário para ser apreciado antes dos Cliffs. Edificado em 1520 pelo clã O'Hynes nas margens pitorescas da Baía de Galway, está aberto diariamente para os visitantes entre abril e outubro.

Chamada por Oscar Wilde (um dos maiores representantes da literatura irlandesa) de lugar de beleza selvagem, Connemara (Condado de Galway) abriga um dos castelos mais imponentes do país, o Kylemore. Por uma taxa que varia entre 7 e 12 euros (a depender da idade e estação do ano), o visitante tem acesso a uma região cujo destaque é a construção datada de 1867, que até hoje guarda os detalhes luxuosos da vida que levavamos duques de Manchester, ex-moradores do castelo.

Entre outros espaços abertos aos viajantes estão a Abadia, a Igreja Gótica, o Victorian Walled Gardens (jardim de dois hectares e meio, único na Irlanda localizado em um pântano); o Ateliê de Cerâmica, o Restaurante e o Quarto do Chá, bem como os lagos Pollacappul e Maladrolaun, além de um bosque disponível para passeio. Esse destino fica no extremo oeste do país, a 80 km de Galway.


Castelo de celebridades
Pagando entre 40 e 50 euros por um passeio de ônibus, compartida de Dublin, o turista opta por conhecer também a província de Connacht, município de Cong, onde a Cong Abbey é um dos destaques. Fundada no século VII, a abadia resistiu a um incêndio no século XII e à invasão do rei normando William de Burgh, em 1203. Mas a pérola do lugar é o Castelo de Ashford, edificado em 1228.

Abrigando atualmente um hotel de luxo, da rede Leading Hotels of the World, com diárias entre 295 e 650 euros, o lugar já foi habitado por uma única família real por três séculos e meio, e, depois por barões. Utilizado como locação do clássico filme The Quiet Man (Depois do Vendaval, no Brasil), de John Ford, em 1952, estrelado por John Wayne, o castelo já hospedou John Lennon e George Harrison, o ex-presidente dos EUA Ronald Reagan e atores como Brad Pitt e Pierce Brosnan.


*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

terça-feira, 5 de abril de 2011

À noite, Dublin ferve comos pubs. De dia, abre seus prédios históricos

Neste post, a segunda parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

Baile Átha Cliath, no idioma irlandês, e Dublin, em inglês, a capital irlandesa, cidade de um milhão de habitantes, ferve à noite, principalmente no Temple Bar com seus centros culturais, restaurantes e pubs.

Atravessando o rio Liffey, que divide a cidade em Norte e Sul, chega-se na O'Connel Street, principal rua de Dublin. Nesse centro comercial, localiza-se o ponto central da cidade, o Spire, uma espécie de agulha gigante feita de aço inoxidável, com mais de 120 metros de altura.

Com o Luas (bonde), o Daft (trem) e a linha de ônibus da cidade, o transporte público é utilizado em massa por todas as classes econômicas, permitindo uma livre circulação nas ruas sem congestionamentos.

Entre as atrações turísticas, destaca-se a Trinity College, mais antiga universidade da Irlanda, fundada em 1592 pela Rainha Elizabeth I.

Ao lado da Trinity College está a Grafton Street, concorrido centro turístico de compras, onde lojas e shoppings disputam espaço com restaurantes, lanchonetes e lojas de souvenirs. Nas proximidades, prédios antigos e modernos, um notável retrato da história arquitetônica da nação. Na Área Medieval estão Christ Church, o Castelo de Dublin e a Catedral de Saint Patrick.

Entre os museus da capital, os destaques são os Museus Nacionais (todos gratuitos). Já para uma apreciação das recentes edificações da cidade, vale ir às áreas Dublin 1 e Dublin 4.

Perto do porto estão o Grand Canal Theatre, a roda-gigante de Dublin (mesmo modelo da londrina) e a famosa casa de shows O2, que tem sedes também em Londres e Berlim.

O forte traço cultural influencia até no gosto pelo esporte

A Irlanda tem uma história rica que não passa ao largo do cotidiano agitado regado a cerveja bem consumida nos estádios. Após os celtas, guerreiros da Era de Ferro, povoarem o país, os vikings invadirama região no século 8, fundando Dublin no século 10. Em 1169 foi a vez dos ingleses dominarem a região. Parte do Reino Unido até 1922, a Irlanda se transformou em Repúblicada Irlanda somente em 1948 deixando o Estado Britânico.


Com duas línguas oficiais, o irlandês (herança celta datada de 300 anos a.C.) e o inglês, o país tem dois nomes oficiais: “Éire” e “Ireland”. De maioria católica, a Irlanda não engloba todos os condados dailha irlandesa. Seis, dos 32 no total, constituem a Irlanda do Norte,domínio do Reino Unido, até hoje, de religião oficial protestante. Em 1955, a República da Irlanda integrou as Nações Unidas e 17 anos mais tarde, a União Europeia.


Futebol
Da origem celta, os irlandeses herdaram o gosto pelo hurling, jogo parecido com o hóquei. O futebol é favorito, mas a torcida é por times ingleses como Chelsea e Manchester United.

*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

sábado, 19 de março de 2011

Ilha cor de Esmeralda

A seguir, primeira parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

IRLANDA O verde que cobre os campos da terra de Oscar Wilde convida o visitante a conhecer os arredores de Dublin

CÁSSIA CANDRA
Editora interina

Uma espécie de lenda urbana
conta que há mais de 900 pubs
na capital irlandesa. Como essas
coisas têm um fundo de verdade,
não há como arrumar as
malas para conhecer o país da
mais famosa banda de rock do
planeta, U2, sem planejar algumas
baladas regadas a Guinness,
a cerveja preta encorpada,
uma preferência nacional.

Mas, a Irlanda é muito mais
que o agito da Temple Bar, reduto
da boemia, onde se encontram pe
ssoas de todo o mundo.
Em Dublin há muito o que
fazer. Que tal visitar Trinity College,
universidade do século16,
fundada pela Rainha Elisabeth I,
onde estudou Oscar Wilde?

A ilha, que fica a uma hora de
avião de Londres, é terra de outras
personalidades das letras: o
dramaturgo Samuel Beckett
(Nobel de Literatura de 1969), o
poeta James Joyce e Bram Stoker,
autor de Drácula.

No país que ainda inspira lendas
da cultura celta, também se
respira ar puro. Abrigando os
maiores parques fechados da
Europa, na capital, e o verde que
cobre seus condados, no interior,
é visível a preocupação dos
irlandeses com a natureza.

Em uma viagem pelos arredores
de Dublin, com suas falésias
e castelos medievais incrustados em paisagens
que parecem saídas
de quadros de Monet,
não é difícil entender por
que cai tão bem à Irlanda o codinome
“Ilha Esmeralda”.


O verde reina nos condados da ilha, famosa
por sua cerveja e por sua história medieval
Cenários deslumbrantes no interior e a noite agitada da capital temperam o clima da terra natal do U2

DIMAS NOVAIS
Dublin, Irlanda

Uma ilha situada ao lado da Grã-Bretanha. Tão rica em verdes campos, quanto em castelos. A uma hora de Londres, via céu, a três de Liverpool via mar, está um passado milenar que mescla o misticismo da cultura celta coma famosa bravura dos vikings. Uma história recente em que a Inglaterra deixou fortemente seu legado.

O presente de uma das mais simples – embora vibrante – capitais da Europa e de um interior dos mais charmosos do Velho Mundo. Se a Escócia e a Noruega aguçam a curiosidade sobre os grandiosos reinados da Idade Média, vale a pena dar uma chance à terra comparada à cor das esmeraldas, a Irlanda.

São 26 condados, nomenclatura semelhante a estados, por onde se espalham relíquias arquitetônicas, herança celta, muito bem conservadas até hoje devido ao isolamento geográfico da ilha. Famoso por ser, digamos, apreciadores incansáveis de álcool, o povo irlandês tem a cerveja Guinness como um de seus símbolos, declarado orgulho da nação.

Uma espécie de lenda urbana conta que há mais de 900 pubs (como os bares são chamados) no país e como isso deve ter um fundo de realidade, nenhum turista tem do que reclamar quando o assunto é bebida. Essa, aliás, é acompanhada sempre da boa música local.

Dia do padroeiro
Uma das datas mais célebres da Irlanda se aproxima: o Saint Patrick's Day. É o Dia de São Patrício, padroeiro do país, responsável por difundir o cristianismo na ilha, no século 5. Como principal festa, uma parada pelas ruas da capital é organizada anualmente para comemorar o dia 17 de março.

Mas a celebração, como passar dos anos, se tornou um festival. Nesta edição será realizado entre os próximos dias 16 e 20, com shows, exibições de filmes, espetáculos teatrais, artes visuais e outras manifestações artísticas. Sete dias após o fim do Carnaval, começa, então, a
folia irlandesa.

Aviso aos viajantes
Um outro motivo para os festejos da data é a chegada da Primavera,tempo de renovação não só na natureza como da energia do povo. Os dias muito frios ficam para trás abrindo caminho para os dias frios, apenas frios. Isso, porque a Irlanda é conhecida pelo clima gélido, porém sem bruscas diferenças sazonais no decorrer do ano.

No Verão, a temperatura fica entre 15ºC e 18ºC. No Inverno, o clima frio não é rigoroso usualmente, variando entre 2ºC e 7ºC. Entretanto, no último dezembro, os turistas e a própria população nativa se surpreenderam com temperaturas que chegaram a 17ºC negativos. Um aviso aos viajantes da Ilha Esmeralda: independente do destino para as férias, luvas, gorro, casaco e um guarda-chuva não devem ser dispensados. Com constantes quedas d'água é raro o visitante não presenciar uma chuvinha cair. O bom é que as planícies estão sempre verdes, fazendo das paisagens cenários deslumbrantes.


*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

sábado, 14 de agosto de 2010

O ocaso diário não há de ser por acaso

Os céus acumulam luz para lançar um presente, diariamente.
Antes da dádiva, enquanto os raios claream as trilhas, caminho.
Ao findar da fadiga, eis que ele invade frestas.
Horizontalmente é apontada tamanha imensidão seguindo para o Oeste.
Interropendo pingos. Fechando ciclos. Aquecendo promessas.
Para anunciar que a natureza está lá, presente, gigantesca, fabulosa, eis que surge o pôr-do-sol.
Esse, segue a linha dos meus olhos através da janela do meu quarto.
Que sortudo eu sou, o tenho todo santo dia. Um santo presente.
Se tudo for cinzento, mesmo se cores não jorrarem de outras fontes, posso ter certeza de que pinceladas solares se farão visíveis a mim para regenerar.
O ocaso diário não há de ser por acaso.

[Sunset in Sunday, ‎July ‎18, ‎2010. Dublin, Ireland]

*Foto de Dimas Novais

terça-feira, 2 de março de 2010

Festival de Verão Salvador 2010

Após um breve período de férias, volto para postar fotos que tirei dos artistas no palco principal do Festival de Verão Salvador 2010, entre os dias 20 e 23 de janeiro.

O senegalês chamando a mulher de *+#! e ela quase chorando por ele
(Akon)


Coração Vagabundo
(Caetano Veloso)


Leo pergunta: - Tá sentindo o quê, Victor?
(Victor & Leo)


Tudo certo na Bahia
(Banda Eva)


Ela em "Olha pro céu, meu amor"
e não repare na enconxada de Akon em mim
(Claudia Leitte)


Olha o balaio!
(Psirico)


Fúria no canto. No rap, digo.
(Marcelo D2)


Extrato
(Tomate)


Decorada de passista
(Claudia Leitte)


Psicodélico
(Marcelo D2)


Chateado, Herbert?
(Paralamas do Sucesso)


Canibalistas antropofágicos. Ahn?
(Daniela Mercury e Carlinhos Brown)


Axé vestido de grunge
(Tomate)


*fotos de Dimas Novais exclusivas para o Cenas Por Grama

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

I Prêmio CREA-BA de Fotografia 2009 (Acessibilidade e Cidadania)

Com muito prazer, escrevo em meu blog sobre o primeiro prêmio da minha carreira!

A fotografia abaixo, "Equilíbrio No Carnaval", foi a vencedora da 1º edição do concurso realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da Bahia, categoria livre. A imagem foi registrada na folia deste ano, na Avenida Oceânica (circuito Barra-Ondina), da sacada do Camarote Contigo! Daniela Mercury, no dia 23 de fevereiro de 2009.


Agradeço à instituição, que deu oportunidade a apaixonados pela fotografia, como eu, de pôr a mão na câmera para "falar" de um assunto tão significativo - embora eu não tenha registrado a cena especialmente para o Prêmio. Ao incentivar a discussão sobre o tema acessibilidade e cidadania, colocando em pauta o direito universal de ir e vir dos indivíduos, independente do estado físico de cada um, fica mais fácil encontrar soluções para os problemas urbanos que encontramos a cada curto passo.

Agradeço aos amigos Ian Castro, Rodrigo Fiusa e Gabriela Teixeira, que me ajudaram na escolha da foto.

Agradeço também aos meus pais que, enquanto eu viajava pra Fortaleza, corriam para entregar minha inscrição.

E agradeço à Facom (Faculdade de Comunicação da UFBA) por aguçar uma paixão minha, a de enxergar através das lentes de uma câmera.

Eis o troféu que recebi durante solenidade no Othon Palace Hotel, sexta-feira passada.

É isso, espero que esse seja um ponta pé!
Só não consegue quem não tenta, fica a dica.

Beijos,
Dimas Novais

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Portfólio Moda























* fotos de Dimas Novais registradas nas edições 2009 da Semana Iguatemi de Moda (SIM) e Barra Fashion, em Salvador/BA