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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Imágenes de los Pioneros de la Fotografia Documental (1837-1936)

¡Hola!

Com o objetivo de registrar um pouco do que tenho estudado durante o curso de Fotoreportaje, vou descrever os temas que abordamos nas primeiras aulas.

Definición del gênero. Reportaje versus Documental - discutimos os conceitos de ambos os estilos fotográficos. A fotografia documental é mais ampla, abrange outros modos de se documentar uma situação além da fotografia de reportagem. Essa, por sua vez, é responsável por traçar uma narrativa através de uma sequência de imagens que respondam aos 5W (explicado no post anterior).
Las 5W. Objetividad y subjetividad en la práctica del reporterismo.
Pase comentado de imágenes de los Pioneros del Documental (1837-1936) - Pelo nascimento da fotografia muitos movimentos artísticos surgem porque a pintura deixa de ter a necessidade de retratar a realidade, já que as câmeras agora fazem isso. Como representantes desse período os seguintes fotógrafos foram citados:

- Edward Sheriff Curtis: norte-americano (1868 - 1952) reconhecido por ser responsável por grande parte da memória fotográfica dos índios nativos dos EUA. Seu intenso trabalho dedicado ao tempo é discutido até hoje. Após sua morte, o The New York Times o descreveu como "internacionalmente conhecida autoridade sobre a história dos índios do país";


- Jacob Riis: jornalista e fotógrafo dinamarquês (1849 - 1914) que emigrou de sua terra para os EUA e se tornou um marco na defesa dos trabalhadores de baixa renda e no registro do cotidiano dos imigrantes no país. Descrito como reformador social, "sensacionalista" jornalista e fotógrafo documentarista social;


- Lewis Hine - sociólogo e fotógrafo norte-americano (1874 – 1940) cujo trabalho de reforma social teve como instrumento uma câmera. O legado de imagens de exploração do trabalho infantil deixado por ele é vasto e reconhecido em todo o mundo, o que ajudou na alteração de leis na época;


- August Sander: fotógrafo alemão (1876 - 1964) inserido na rotina do exército alemão e que foi um marco na história da fotografia por produzir com destaque retratos durante o nazismo alemão. Deixando um legado de mais de 40 mil fotos, uma coleção com sete volumes chamada Citizens of the Twentieth Century foi publicada em inglês, francês e alemão. Nela, retratos acompanhados de dados históricos e sociais dão uma mostra do que foi o trabalho de Sander;


- Walker Evans: de origem norte-americana(1903 – 1975), esse fotógrafo é conhecido principalmente pelo seu trabalho de documentação da Grande Depressão.


¡Hasta las próximas lecciones!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Obama visita suas raízes irlandesas e deixa palavras de esperança à nação

Para rever seus antepassados e reafirmar a amizade entre os EUA e a Irlanda, o presidente norte-americano visitou, ontem, o primeiro país europeu na última viagem à Europa antes das próximas eleições em que tentará mais um mandato. Na capital, Dublin, ele discursou para 100 mil

Dimas, de Dublin.

"Meu nome é Barack Obama, de Moneygall O'Bamas. Estou aqui para encontrar o apóstrofo que perdemos pelo caminho". Fazendo menção às suas raízes no país – e a retirada do sinal na escrita do seu sobrenome irlandês –, o presidente dos Estados Unidos da América iniciou discurso histórico em Dublin, capital da Irlanda, no início da noite de ontem. Na sua passagem, de um único dia, ele pôde conhecer a cidade de onde o avô do seu avô saiu, em 1850, em direção aos EUA fugindo da crise da fome, além de levar palavras de esperança e coragem ao país, que enfrenta uma profunda crise econômica. Esse foi o primeiro dos quatro países que o líder visitará até a próxima segunda-feira.


Apresentado pelo primeiro-ministro Enda Kenny e acompanhado da esposa Michele, Obama falou a cerca de 100 mil pessoas por 24 minutos, sempre focando na relação histórica entre EUA e Irlanda. O discurso foi torneado pela histórica relação entre os países, enfatizando a “eterna amizade” entre eles. Em momentos de intensa valorização da contribuição irlandesa para a construção e desenvolvimento dos EUA, ele chegou a dizer que “uma nação tão pequena nunca havia inspirado tanto outro país. Assinaturas irlandesas estão em nossos documentos. Sangue irlandês foi derramado em nossos campos de batalha. Suor irlandeês construiu nossas grandes cidades." A visita teve um tom maior de celebração e fraternidade que de acordos ou discussões profundas. Sonda-se que o evento pode ter sido organizado como parte de uma pré-campanha para se aproximar dos mais de 40 milhões de descendentes de irlandeses (estatística oficial do governo dos EUA) que vivem em solo norte-americano e, assim, conquistar a simpatia e posterior voto deles.



Sua fala pública foi o ponto alto da viagem do presidente à Irlanda, onde também se reuniu com a presidente Mary McAleese, participou de alguns eventos sociais e visitou Moneygall, um pequeno vilarejo por onde passa sua árvore genealógica. Lá, ele foi recebido por um primo que o apresentou a alguns familiares. Com as lideranças irlandesas foram discutidos temas como a utilização de um dos aeroportos do país pelos EUA, o papel das forças de paz da Irlanda no Afeganistão e do resgate econômico do país, ajuda oriunda da União Européia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).


"Obviamente, não é apenas uma questão de interesses estratégicos. Não é apenas uma questão de política externa para os Estados Unidos, já que carregamos com a Irlanda um laço de sangue", disse Obama. "Para milhões de irlandeses-americanos este continua a simbolizar a pátria e as extraordinárias tradições de um povo extraordinário", completou.


O discurso foi o último compromisso oficial do presidente americano no país, cuja capital sofreu, na última semana, a maior intervenção por uma operação de segurança de sua história face à visita. Logo após o evento, Obama seguiu em direção a Londres, antecipadamente, em função de um possível fechamento, amanhã, do espaço aéreo do país, devido às cinzas que o vulcão islandês voltou a lançar dias atrás. Encontros com líderes da Inglaterra, Escócia, Rússia, França e Japão estão agendados para os próximos dias. Essa é a última viagem do presidente à Europa em seu primeiro mandato.

*matéria originalmente publicada em 25.05. 2011 na Tribuna da Bahia (com modificações)
*fotos dos jornais Irish Times e The Independent

terça-feira, 26 de abril de 2011

No interior da Ilha Esmeralda há opções de passeios para mochileiros de plantão

Finalizando o artigo sobre a Irlanda, segue a quarta parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

Embora não falte diversão em Dublin, quem for à Irlanda tem que pôr o pé na estrada. O Condado de Wicklow, por exemplo, é ótima opção para mochileiros dispostos a trilhas que podem chegar a 15 quilômetros numa caminhada a quase 500 metros de altitude com classificação máxima de dificuldade.

Em uma única excursão de ônibus, o visitante que não está disposto a andar tanto, pode conhecer Glendalough e Killkenny em um só dia por cerca de 25 euros. Com saída diária de Dublin, os caminhos passam também pela Brownshill Dolmen, a entrada da tumba megalítica com fama de ser a mais pesada da Europa, comcerca de 100 toneladas, erguida entre 4000 e 3000 anos a.C. O último destino é a cidade de Killkenny.

Cultura medieval
Lá, a Black Abbey, igreja fundada em 1225 pelo conde de Pembroke, e a Catedral de Saint Canice, que levou 83 anos para ficar pronta no século 18, são abertas ao público. Os jardins e campos nos arredores do Castelo de Killkenny valemumaparada para descansar antes do visitante entrar na construção do século 17 e imergir em mais cultura medieval. A entrada custa seis euros.

Nas redondezas de Dublin, lugares tão belos que viraram cenário de cinema

Para quem preferir explorar apenas Dublin e proximidades, há três lugares imperdíveis nas redondezas. O Malahide Castle, ao norte de Dublin, é o principal deles. Erguido em 1185, o castelo é um dos mais antigos do país, residência de uma única família (Talbot) por 791 anos.

Casas de veraneio
O visitante tem acesso livre ao térreo da construção. Quem vai ao castelo também pode circular livremente por um parque infantil, alguns campos de futebol, de futebol gaélico e de rugby e trilhas entre bosques.

Na ponta da Península de Dublin, há uma área chamada Howth, reduto de casas de veraneio e vila de pescadores. O que à primeira vista pode parecer apenas uma região de praias pedregosas com um cais (com lugares não tão interessantes comparados às belezas da costa brasileira), esconde caminhos com belas paisagens.

A cinco quilômetros do aeroporto, trilhas podem ser feitas entre montes que possibilitam uma panorâmica vista do porto e do sul de Dublin. Em quatro horas de caminhada, o visitante pode percorrer até 10 km, chegando a 240 metros de altitude, numa trilha pela costa. Com um pitoresco farol, torres e luxuosas casas no caminho, o visitante ainda se depara, a depender da estação, com imensas plantações de frutas vermelhas.


Visão deslumbrante
Já a quase 30 km ao sul de Dublin (norte do Condado de Wicklow), Bray éumantigo destino de férias dos ingleses. Hoje, a região é roteiro obrigatório para uma rápida caminhada ao cume do monte chamado de Bray Head. Uma subida de 30 minutos resulta em uma visão de tirar o fôlego. Uma ótima opção éuma parada para tomar sorvete por cinco euros em uma das tantas tendas de doces espalhadas pela praia.

Conhecido pelas telas dos cinemas por ter sido cenário dos filmes P.S. Eu Te amo e Coração Valente, os campos do Condado de Wicklow também guardam uma parte da história antiga da Irlanda.

Construções monásticas
No Vale de Glendalough, construções monásticas do início do período medieval foram destruídas em 1398 por tropas inglesas. Entretanto, uma torre e ruínas do século 6 foram conservadas. Na região, grandiosas casas e a vegetação que encobre as montanhas dão um clima bucólico à paisagem.

*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

terça-feira, 19 de abril de 2011

Batatas e frutos do mar com doses de whisky e muita cerveja


A seguir, o quarto e último post como parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos

IRLANDA Por toda a ilha a gastronomia tem “pitacos” das cozinhas inglesa e escocesa

DIMAS NOVAIS
Dublin, Irlanda

Batatas são a base da comida irlandesa. Amassadas, cozidas, grelhadas ou fritas e nos mais diversos formatos elas são presença certa nos cardápios. Algumas vezes não são nem citadas – são informação implícita num menu irlandês.

Curiosamente, o prato típico de maior destaque do país é o café-da-manhã. Por cerca de oito euros, pode ser encontrado em qualquer canto da Irlanda o Irish Breakfast – riquíssimo em calorias. O menu é farto e vem com salsicha, bacon, ovos fritos, feijão (doce), pudim de sangue de suínos ou bovinos, cogumelos e cebolas fritas, além de torradas, chá ou café.

Amassadas, cozidas, grelhadas ou fritas e nos mais diversos formatos, as batatas estão no cardápio irlandês

Por toda a Irlanda, refeições não variam muito de preço, mas dificilmente uma pode ser encontrada por menos de 10 euros. Entre 12 e 15 euros, apenas pelo prato principal, é possível almoçar, por exemplo, ensopado de carne de porco, peixe, “colcannon” (prato feito com batata e repolho), ou, simplemente, o famoso “Fish & Chips”, típico prato inglês compeixe frito e batatas fritas.

Com simplesmente 213 anos de funcionamento, o Johnnie Fox's é autointitulado o mais “alto” pub do país, localizado nas montanhas do Condado de Dublin, a 25 km da capital. Com uma notável variedade de pratos do mar (são mais de 10 opções apenas de salmão defumado), o ambiente oferece também shows típicos de dança e música todas as noites.7

Móveis, utensílios, peças de roupas, bibelôs, fotos e pinturas acumulados em dois séculos dão um ar de antiquário ao pub. O cardápio da casa apresenta valores entre 10 e 24 euros pelo prato principal. Um ônibus especial sai do Shelbourne Hotel (no centro de Dublin), diariamente às 18h35, em direção ao Johnnie Fox's por um custo de cinco euros, o trecho.

Gosto por cervejas
As bebidas são um assunto à parte na cultura local. Sem tanta sofisticação nos pratos tradicionais, os irlandeses desenvolveram gosto por cervejas e whiskeys – com “e” tem origem irlandesa, e sem, escocesa.

Criada em 1759, a Guinness é a prata da casa, predileção da população local. De cor preta e um forte sabor característico de queimado, derivado do uso de cevada não maltada e torrada, a cerveja é servida geralmente como chope, apesar de ser comercializada também em garrafa e lata. Com uma forma específica de ser servida – primeiro ¾ são postos no copo, depois de alguns minutos ela é completada –, a bebida tem uma cabeça densa e cremosa, resultado da mistura com nitrogênio.

De cor preta e um forte sabor de queimado, sua marca, a cerveja Guinness é uma preferência nacional.

Para divulgar o que está por trás da história de sucesso da companhia, a Guinness montou uma grandiosa e moderna estrutura na própria fábrica para receber visitantes. Informações sobre distribuição em outros países, curiosidades sobre fabricação da cerveja estão espalhadas pelos seis andares da Guinness Brewery,umadas mais disputadas atrações turísticas de Dublin.

No último piso, em um ambiente com paredes de vidro, encontra-se o Gravity Bar, onde é oferecida uma “pint” (leia-se paint, copo de chope irlandês) da cerveja a cada visitante. A ideia é fazer com que cada um desfrute da bebida com uma vista panorâmica de 360 graus da cidade.

Os irlandeses servem a Guinness com estilo: põem ¾ no copo e só depois de alguns minutos completam a dose

*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Construções seculares nas trilhas verdes dos condados

Nas próximas linhas, a terceira parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

IRLANDA Quem sai de Dublin em direção ao interior encontra vestígios da história e da cultura celta nos mais belos cenários do país


DIMAS NOVAIS
Dublin, Irlanda

Ocupando, no mapa, uma área oito vezes menor que o Estado da Bahia, a Irlanda possui uma das mais belas paisagens banhadas pelo Oceano Atlântico. Os Cliffs of Moher são falésias localizadas no oeste do país, a 265 km de Dublin, três horas de ônibus. Por oito quilômetros, penhascos com alturas que podem chegar a 214 metros margeiam parte da costa do Condado de Clare. Da Torre O'Brien, construída em 1835 em um dos pontos mais altos, a grandiosidade da visão é ainda maior.

Para chegar ao destino mais visitado do interior da Irlanda, há passeios de ônibus saindo de Dublin comtarifas entre 40 e 50 euros (transporte e guia). O preço pode parecer salgado, mas os guias costumam enriquecer o passeio com histórias e lendas da nação, além de cantarem e tocarem nas paradas um pouco de música celta.

Outra opção é sair de Galway, maior cidade da região oeste, onde é possível pagar 15 euros (crianças, estudantes e acima de 65 anos) ou 20 euros (adultos). Nesse caso, vale a pena reservar um outro dia para conhecer Galway, a terceira maior cidade do país, que abriga a imponente Cathedral of Our Lady Assumed into Heaven and St Nicholau e a Latin Quarter, quarteirão de efervescente vida noturna.

No caminho, um dos principais pontos de parada é o Parque Nacional Burren, sítio repleto de rochas calcárias com fissuras, paraíso para apreciadores de geologia. O Castelo de Dunguaire é outro belo cenário para ser apreciado antes dos Cliffs. Edificado em 1520 pelo clã O'Hynes nas margens pitorescas da Baía de Galway, está aberto diariamente para os visitantes entre abril e outubro.

Chamada por Oscar Wilde (um dos maiores representantes da literatura irlandesa) de lugar de beleza selvagem, Connemara (Condado de Galway) abriga um dos castelos mais imponentes do país, o Kylemore. Por uma taxa que varia entre 7 e 12 euros (a depender da idade e estação do ano), o visitante tem acesso a uma região cujo destaque é a construção datada de 1867, que até hoje guarda os detalhes luxuosos da vida que levavamos duques de Manchester, ex-moradores do castelo.

Entre outros espaços abertos aos viajantes estão a Abadia, a Igreja Gótica, o Victorian Walled Gardens (jardim de dois hectares e meio, único na Irlanda localizado em um pântano); o Ateliê de Cerâmica, o Restaurante e o Quarto do Chá, bem como os lagos Pollacappul e Maladrolaun, além de um bosque disponível para passeio. Esse destino fica no extremo oeste do país, a 80 km de Galway.


Castelo de celebridades
Pagando entre 40 e 50 euros por um passeio de ônibus, compartida de Dublin, o turista opta por conhecer também a província de Connacht, município de Cong, onde a Cong Abbey é um dos destaques. Fundada no século VII, a abadia resistiu a um incêndio no século XII e à invasão do rei normando William de Burgh, em 1203. Mas a pérola do lugar é o Castelo de Ashford, edificado em 1228.

Abrigando atualmente um hotel de luxo, da rede Leading Hotels of the World, com diárias entre 295 e 650 euros, o lugar já foi habitado por uma única família real por três séculos e meio, e, depois por barões. Utilizado como locação do clássico filme The Quiet Man (Depois do Vendaval, no Brasil), de John Ford, em 1952, estrelado por John Wayne, o castelo já hospedou John Lennon e George Harrison, o ex-presidente dos EUA Ronald Reagan e atores como Brad Pitt e Pierce Brosnan.


*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

terça-feira, 5 de abril de 2011

À noite, Dublin ferve comos pubs. De dia, abre seus prédios históricos

Neste post, a segunda parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

Baile Átha Cliath, no idioma irlandês, e Dublin, em inglês, a capital irlandesa, cidade de um milhão de habitantes, ferve à noite, principalmente no Temple Bar com seus centros culturais, restaurantes e pubs.

Atravessando o rio Liffey, que divide a cidade em Norte e Sul, chega-se na O'Connel Street, principal rua de Dublin. Nesse centro comercial, localiza-se o ponto central da cidade, o Spire, uma espécie de agulha gigante feita de aço inoxidável, com mais de 120 metros de altura.

Com o Luas (bonde), o Daft (trem) e a linha de ônibus da cidade, o transporte público é utilizado em massa por todas as classes econômicas, permitindo uma livre circulação nas ruas sem congestionamentos.

Entre as atrações turísticas, destaca-se a Trinity College, mais antiga universidade da Irlanda, fundada em 1592 pela Rainha Elizabeth I.

Ao lado da Trinity College está a Grafton Street, concorrido centro turístico de compras, onde lojas e shoppings disputam espaço com restaurantes, lanchonetes e lojas de souvenirs. Nas proximidades, prédios antigos e modernos, um notável retrato da história arquitetônica da nação. Na Área Medieval estão Christ Church, o Castelo de Dublin e a Catedral de Saint Patrick.

Entre os museus da capital, os destaques são os Museus Nacionais (todos gratuitos). Já para uma apreciação das recentes edificações da cidade, vale ir às áreas Dublin 1 e Dublin 4.

Perto do porto estão o Grand Canal Theatre, a roda-gigante de Dublin (mesmo modelo da londrina) e a famosa casa de shows O2, que tem sedes também em Londres e Berlim.

O forte traço cultural influencia até no gosto pelo esporte

A Irlanda tem uma história rica que não passa ao largo do cotidiano agitado regado a cerveja bem consumida nos estádios. Após os celtas, guerreiros da Era de Ferro, povoarem o país, os vikings invadirama região no século 8, fundando Dublin no século 10. Em 1169 foi a vez dos ingleses dominarem a região. Parte do Reino Unido até 1922, a Irlanda se transformou em Repúblicada Irlanda somente em 1948 deixando o Estado Britânico.


Com duas línguas oficiais, o irlandês (herança celta datada de 300 anos a.C.) e o inglês, o país tem dois nomes oficiais: “Éire” e “Ireland”. De maioria católica, a Irlanda não engloba todos os condados dailha irlandesa. Seis, dos 32 no total, constituem a Irlanda do Norte,domínio do Reino Unido, até hoje, de religião oficial protestante. Em 1955, a República da Irlanda integrou as Nações Unidas e 17 anos mais tarde, a União Europeia.


Futebol
Da origem celta, os irlandeses herdaram o gosto pelo hurling, jogo parecido com o hóquei. O futebol é favorito, mas a torcida é por times ingleses como Chelsea e Manchester United.

*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

sábado, 19 de março de 2011

Ilha cor de Esmeralda

A seguir, primeira parte da matéria publicada pelo A Tarde, no Caderno de Turismo, dia 10 de março de 2011.
Além da reportagem escrita, assino também as fotos.

IRLANDA O verde que cobre os campos da terra de Oscar Wilde convida o visitante a conhecer os arredores de Dublin

CÁSSIA CANDRA
Editora interina

Uma espécie de lenda urbana
conta que há mais de 900 pubs
na capital irlandesa. Como essas
coisas têm um fundo de verdade,
não há como arrumar as
malas para conhecer o país da
mais famosa banda de rock do
planeta, U2, sem planejar algumas
baladas regadas a Guinness,
a cerveja preta encorpada,
uma preferência nacional.

Mas, a Irlanda é muito mais
que o agito da Temple Bar, reduto
da boemia, onde se encontram pe
ssoas de todo o mundo.
Em Dublin há muito o que
fazer. Que tal visitar Trinity College,
universidade do século16,
fundada pela Rainha Elisabeth I,
onde estudou Oscar Wilde?

A ilha, que fica a uma hora de
avião de Londres, é terra de outras
personalidades das letras: o
dramaturgo Samuel Beckett
(Nobel de Literatura de 1969), o
poeta James Joyce e Bram Stoker,
autor de Drácula.

No país que ainda inspira lendas
da cultura celta, também se
respira ar puro. Abrigando os
maiores parques fechados da
Europa, na capital, e o verde que
cobre seus condados, no interior,
é visível a preocupação dos
irlandeses com a natureza.

Em uma viagem pelos arredores
de Dublin, com suas falésias
e castelos medievais incrustados em paisagens
que parecem saídas
de quadros de Monet,
não é difícil entender por
que cai tão bem à Irlanda o codinome
“Ilha Esmeralda”.


O verde reina nos condados da ilha, famosa
por sua cerveja e por sua história medieval
Cenários deslumbrantes no interior e a noite agitada da capital temperam o clima da terra natal do U2

DIMAS NOVAIS
Dublin, Irlanda

Uma ilha situada ao lado da Grã-Bretanha. Tão rica em verdes campos, quanto em castelos. A uma hora de Londres, via céu, a três de Liverpool via mar, está um passado milenar que mescla o misticismo da cultura celta coma famosa bravura dos vikings. Uma história recente em que a Inglaterra deixou fortemente seu legado.

O presente de uma das mais simples – embora vibrante – capitais da Europa e de um interior dos mais charmosos do Velho Mundo. Se a Escócia e a Noruega aguçam a curiosidade sobre os grandiosos reinados da Idade Média, vale a pena dar uma chance à terra comparada à cor das esmeraldas, a Irlanda.

São 26 condados, nomenclatura semelhante a estados, por onde se espalham relíquias arquitetônicas, herança celta, muito bem conservadas até hoje devido ao isolamento geográfico da ilha. Famoso por ser, digamos, apreciadores incansáveis de álcool, o povo irlandês tem a cerveja Guinness como um de seus símbolos, declarado orgulho da nação.

Uma espécie de lenda urbana conta que há mais de 900 pubs (como os bares são chamados) no país e como isso deve ter um fundo de realidade, nenhum turista tem do que reclamar quando o assunto é bebida. Essa, aliás, é acompanhada sempre da boa música local.

Dia do padroeiro
Uma das datas mais célebres da Irlanda se aproxima: o Saint Patrick's Day. É o Dia de São Patrício, padroeiro do país, responsável por difundir o cristianismo na ilha, no século 5. Como principal festa, uma parada pelas ruas da capital é organizada anualmente para comemorar o dia 17 de março.

Mas a celebração, como passar dos anos, se tornou um festival. Nesta edição será realizado entre os próximos dias 16 e 20, com shows, exibições de filmes, espetáculos teatrais, artes visuais e outras manifestações artísticas. Sete dias após o fim do Carnaval, começa, então, a
folia irlandesa.

Aviso aos viajantes
Um outro motivo para os festejos da data é a chegada da Primavera,tempo de renovação não só na natureza como da energia do povo. Os dias muito frios ficam para trás abrindo caminho para os dias frios, apenas frios. Isso, porque a Irlanda é conhecida pelo clima gélido, porém sem bruscas diferenças sazonais no decorrer do ano.

No Verão, a temperatura fica entre 15ºC e 18ºC. No Inverno, o clima frio não é rigoroso usualmente, variando entre 2ºC e 7ºC. Entretanto, no último dezembro, os turistas e a própria população nativa se surpreenderam com temperaturas que chegaram a 17ºC negativos. Um aviso aos viajantes da Ilha Esmeralda: independente do destino para as férias, luvas, gorro, casaco e um guarda-chuva não devem ser dispensados. Com constantes quedas d'água é raro o visitante não presenciar uma chuvinha cair. O bom é que as planícies estão sempre verdes, fazendo das paisagens cenários deslumbrantes.


*Acesse mais fotografias da Irlanda no blog: http://turismo.atarde.com.br

terça-feira, 27 de abril de 2010

50 anos de imaginação solta

De uma única tira do Bidu e do Franjinha publicada na Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), despertava um talento imensurável na arte de se comunicar com as crianças. Era 18 de julho de 1959 e Mauricio de Sousa era um repórter policial.

terça-feira, 16 de março de 2010

Cordeiro troca a farda pelo abadá e cai na muvuca

Era segunda-feira, o quinto dia de trabalho como cordeiro de Edson Cardoso Lopes. Mesmo com pouca idade – 20 anos – este é o quarto Carnaval no qual exerce a função. Após chegar à concentração do bloco Papa, comandado por Claudia Leitte, na Barra, por volta das 10h, ele teve de aguardar até as 15h a saída da agremiação.

E lá estava Edson na avenida recomeçando o trabalho de proteção aos associados, o que lhe renderia R$ 28 (a diária) e mais R$ 2 para o transporte. Desempregado, o jovem admite que não teria condições de sair em bloco, mas ganhou um abadá, cedido pelo bloco a pedido de A TARDE, quando estava começando o serviço. O dia de trabalho, então, virou de puro prazer. Desconfiado, mas com um sorriso no rosto, ele trocou a farda pela roupa da folia e caiu na farra.

No início do percurso, o cordeiro-folião revela que havia saído apenas uma vez em bloco, no Polimania, há quatro anos, quando ganhou um abadá. Mas, desta vez, enquanto curtia a festa no Papa, recebia olhares de espanto dos cordeiros que o conheciam. Nada que o incomodasse. “Posso tomar uma gelada?”, pergunta com um ar acanhado. “Claro que sim” é a resposta. Com o abadá, ele tem os mesmos direitos que os outros quatro mil foliões. “É que os cordeiros não podem beber, os coordenadores não permitem”, Edson explica. Mesmo assim, é visível, a ordem não é respeitada. “Se não beber fica chato. Tem que beber e pular também”.

Dívidas
Já perto do Cristo, ele, que cursa o terceiro ano do ensino médio, conta que a grana adquirida com o serviço prestado nos seis dias de Carnaval lhe servirá para pagar dívidas. “É um trabalho muito duro. A gente é humilhado toda hora pela galera do bloco. Se não fosse pelas dívidas não sei se viria este ano. Mas tem gente aqui que precisa mesmo de cada real desse”, reflete consciente.

Quando avista um grupo de Filhos de Gandhy colado na corda do bloco, Edson se admira com a facilidade com que eles atraem as garotas. “Gandhy é uma onda, né? Outro dia, um botou uma mulher na cintura e tudo”, fala dando risada. Riso maior ele solta ao saber que R$ 250 era o valor da camisa que usava.

“Só um abadá? Um só? Meu Deus, com um salário mínimo não dá pra estar aqui não”, salienta olhando para sua preciosa roupa.

De barão
Sua irmã estava também no Papa trabalhando como cordeira. Ao avistá-lo, ela fala: “Tá de barão, né?”. Em seguida, Edson observa que não havia outro negro naquele espaço, com abadá, que não fosse ele. “Aliás, tem um ali, só ele também,” diz. Ele, que tem namorada, passou o percurso curtindo e bebendo pouco, sem se insinuar para as mulheres do bloco. Edson parecia mais espectador da festa que participante.

Quando um cordeiro o empurra para dar espaço à passagem do carro de apoio, Edson olha para trás e sorri: “Hoje tô longe disso! Por que você não faz isso todo dia, hein?”.


Realidade
E como alegria de gente humilde dura pouco, nesse caso – cerca de cinco horas –, na terça-feira era dia de terminar mais uma temporada de trabalho no Carnaval.

Mas as recordações de estar, sem trabalhar, entre as cordas de um bloco acima de suas possibilidades financeiras reais durarão.

Percurso findo, é hora de voltar à realidade e se preparar para voltar ao trabalho no dia seguinte. Inebriado pela alegria, o cordeiro-folião se despede com um sorriso.



PRIMEIRA TENTATIVA FOI MALSUCEDIDA - A primeira tentativa para realizar a reportagem foi no bloco Agito Universitário, com o Parangolé. Mas não foi possível devido a desencontros com a assessoria da agremiação

REGALIA ASSUSTA CORDEIRO DO OLODUM - O Olodum cedeu o abadá na segunda tentativa de levar um cordeiro para curtir seu dia de folião. Mas, desconfiado da regalia, Josemar Souza preferiu não perder a diária de cordeiro


*matéria originalmente publicada em 18.11. 2010 em A Tarde
*fotos de Walter de Carvalho / Ag. A TARDE
* texto de Dimas Novais

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Por onde anda Sergynho?

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Por onde anda Cid Guerreiro?

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Por onde anda Janete?

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Por onde anda Marcionílio?

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Alemão descobre o inferno no Brasil

A ambição fez Rodger Klingler ver além das belezas brasileiras. O horror o levou a escrever um livro biográfico chocante

As mais belas garotas, o sol mais relaxante e o baixo custo de drogas. Deslumbrado com uma nova realidade de vida que encontrara em terras brasileiras, Rodger Klingler decide se arriscar a fim de tirar proveito das facilidades que o país lhe oferecia. Da fria e úmida Alemanha, ele saia em direção a um paraíso ensolarado chamado Brasil. Mas o que encontrou foi um mundo sujo, corrupto e infernal. Em “Memórias do Submundo – um alemão desce ao inferno no Rio de Janeiro”, ele conta de forma biográfica seus quatro anos de reclusão nas penitenciárias de Água Santa, Galpão e Lemos de Brito, essa última, a maior do Estado da Bahia. A obra literária de 384 páginas, da Editora Best Seller, já está à venda.


Em sua terceira visita ao Rio de Janeiro, Rodger Klingler tinha um objetivo traçado: comprar um quilo de cocaína para contrabandeá-lo de volta para a Alemanha. Na tentativa de deixar o país, em 1984, ele foi detido e teve que encarar humilhações e aprender com a vida que levou nos quatro anos subseqüentes, o valor de um cobertor, de um colchão, de uma simples escova de dente e principalmente da honestidade. “Tem lugares neste mundo que a vida humana não vale nada. Mas no mesmo lugar também há amor, calor humano. Aprendi a sobreviver nos chãos e mais, a conviver com estas situações”, conta Klingler, diretamente de Ingolstadt, Alemanha, onde vive com sua esposa e uma filha de 13 anos. Lá, ele trabalha com jovens desajustados numa escola da cidade, perto de Munique.

Em sua passagem pelo maior complexo penitenciário da Bahia, ele já era experiente no assunto, pois havia estado por outras duas prisões. Por lá permaneceu cerca de dois anos e meio. E foi lá que conheceu o prof. Arthur, quem, segundo Klingler, o fez um homem honesto. “Na verdade, virei outro homem. De Saulus à Paulus.” Para o alemão, apesar de toda cadeia ter suas peculiaridades, todas são verdadeiros infernos, submundos. “Ninguém neste mundo merece uma coisa destas”, pontua. Sobre esse período de sua vida carcerária, relata um trecho de seu livro: “Aqui no Lemos de Brito a coisa era totalmente diferente do que eu havia conhecido até então. Eu não podia acreditar nos meus ouvidos quando, no meu primeiro sábado, logo depois das 14h, ouvi de repente vozes de mulheres no corredor. Podia ser verdade? Sim, estava certo. (...) Por mais que se pudesse ter uma impressão negativa dos presídios brasileiros, no que diz respeito a visitas eles eram substancialmente mais humanos que na Alemanha, onde é preciso se dar por satisfeito com apenas duas horas por mês, e isso com supervisão de um funcionário”.

Registro de tristes impressões
O livro começou a ser idealizado 15 anos atrás, uma década depois de sua prisão. Ele, que queria chamar a atenção para as condições dos presídios do país, conseguiu alcançar seu objetivo: a obra é chocante desde as primeiras páginas. “Como escritor, achei que a história valia a pena ser escrita. Também foi uma promessa que fiz ao prof. Arthur”, explica. Em apenas cinco meses escreveu a biografia, finalizando-a em 2004. Mesmo depois de ter registrado sua história na obra – certamente ele não se orgulha dela -, Klingler conta que seus familiares não o perdoaram pelo crime que cometeu. Sobre a saída da prisão e a tentativa de retorno ao convívio em sociedade, comenta: “foi duro porque tinha que organizar a minha vida novamente. Mas nos piores momentos, a gente cresce e aprende. O pior de tudo é que a minha família não quis saber mais de mim, até hoje. Paguei um preço muito alto pelo que fiz”.

Rodger Klingler ainda assim acredita na reeducação de um detento. Mas, para isso, o sistema prisional do Brasil precisa sofrer mudanças. “O governo tem que criar as circunstâncias para que isto possa virar realidade“, afirma. “Em Memórias do Submundo”, percebe-se o porquê. Corrupção, violência consentida e ódio acumulado são algumas das mazelas incessantemente alimentadas por um sistema desumano. Ressocialização? Página a página, o leitor vai entender, através de relatos detalhados, o motivo de carcerários brasileiros fugirem ou mesmo cumprirem suas penas e depois retornarem à sociedade mais violentos e perigosos. Para o alemão, a experiência foi uma dura lição aprendida. Enquanto o submundo parece ter lhe feito um ser humano melhor e mais forte, suas memórias são hoje seu impulso para dar rumos mais saudáveis à própria vida, é o que ele garante.


*matéria originalmente publicada na edição da Tribuna da Bahia do dia 10.10.09
*fotos por Edgar de Souza

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Penetra surdamente no reino das palavras"

Estamos entre os quase 250 milhões de falantes da Língua Portuguesa no mundo, segundo o site Portugal Diário. Sendo considerado o sexto idioma mais falado do planeta, ele tem lá sua importância. E para gerar discussão, reflexão e apreciação da língua pátria de nós, brasileiros, foi inaugurado, em 2006, o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, capital paulista.

O Museu é um espaço de cultivo e afago da nossa língua materna. Cheio de recheio alheio (europeu), nosso idioma tem influências tantas como os traços fortes oriundos dos primeiros habitantes deste solo, os índios. Inusitado e vivo, o espaço é um dos melhores destinos entre a infinidade de caminhos que se cruzam em São Paulo - dos que tive o prazer de conhecer.

Seguem abaixo algumas imagens contendo frases espalhadas entre paredes e pisos do lugar.

Antes que me atirem uma pedra por revelar o que se pode encontrar no Museu, fica a dica: essas figuras são parte mínima do que há lá para se ver, ouvir, ler e brincar com as palavras.

Penetra surdamente no reino das palavras.
[Carlos Drummond de Andrade, excerto de "Procura da Poesia", em Rosa do Povo(1945)]


[Clique nas fotos para aumentá-las e visualizá-las melhor]


Texto e fotos por Dimas Novais