sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Alemão descobre o inferno no Brasil

A ambição fez Rodger Klingler ver além das belezas brasileiras. O horror o levou a escrever um livro biográfico chocante

As mais belas garotas, o sol mais relaxante e o baixo custo de drogas. Deslumbrado com uma nova realidade de vida que encontrara em terras brasileiras, Rodger Klingler decide se arriscar a fim de tirar proveito das facilidades que o país lhe oferecia. Da fria e úmida Alemanha, ele saia em direção a um paraíso ensolarado chamado Brasil. Mas o que encontrou foi um mundo sujo, corrupto e infernal. Em “Memórias do Submundo – um alemão desce ao inferno no Rio de Janeiro”, ele conta de forma biográfica seus quatro anos de reclusão nas penitenciárias de Água Santa, Galpão e Lemos de Brito, essa última, a maior do Estado da Bahia. A obra literária de 384 páginas, da Editora Best Seller, já está à venda.


Em sua terceira visita ao Rio de Janeiro, Rodger Klingler tinha um objetivo traçado: comprar um quilo de cocaína para contrabandeá-lo de volta para a Alemanha. Na tentativa de deixar o país, em 1984, ele foi detido e teve que encarar humilhações e aprender com a vida que levou nos quatro anos subseqüentes, o valor de um cobertor, de um colchão, de uma simples escova de dente e principalmente da honestidade. “Tem lugares neste mundo que a vida humana não vale nada. Mas no mesmo lugar também há amor, calor humano. Aprendi a sobreviver nos chãos e mais, a conviver com estas situações”, conta Klingler, diretamente de Ingolstadt, Alemanha, onde vive com sua esposa e uma filha de 13 anos. Lá, ele trabalha com jovens desajustados numa escola da cidade, perto de Munique.

Em sua passagem pelo maior complexo penitenciário da Bahia, ele já era experiente no assunto, pois havia estado por outras duas prisões. Por lá permaneceu cerca de dois anos e meio. E foi lá que conheceu o prof. Arthur, quem, segundo Klingler, o fez um homem honesto. “Na verdade, virei outro homem. De Saulus à Paulus.” Para o alemão, apesar de toda cadeia ter suas peculiaridades, todas são verdadeiros infernos, submundos. “Ninguém neste mundo merece uma coisa destas”, pontua. Sobre esse período de sua vida carcerária, relata um trecho de seu livro: “Aqui no Lemos de Brito a coisa era totalmente diferente do que eu havia conhecido até então. Eu não podia acreditar nos meus ouvidos quando, no meu primeiro sábado, logo depois das 14h, ouvi de repente vozes de mulheres no corredor. Podia ser verdade? Sim, estava certo. (...) Por mais que se pudesse ter uma impressão negativa dos presídios brasileiros, no que diz respeito a visitas eles eram substancialmente mais humanos que na Alemanha, onde é preciso se dar por satisfeito com apenas duas horas por mês, e isso com supervisão de um funcionário”.

Registro de tristes impressões
O livro começou a ser idealizado 15 anos atrás, uma década depois de sua prisão. Ele, que queria chamar a atenção para as condições dos presídios do país, conseguiu alcançar seu objetivo: a obra é chocante desde as primeiras páginas. “Como escritor, achei que a história valia a pena ser escrita. Também foi uma promessa que fiz ao prof. Arthur”, explica. Em apenas cinco meses escreveu a biografia, finalizando-a em 2004. Mesmo depois de ter registrado sua história na obra – certamente ele não se orgulha dela -, Klingler conta que seus familiares não o perdoaram pelo crime que cometeu. Sobre a saída da prisão e a tentativa de retorno ao convívio em sociedade, comenta: “foi duro porque tinha que organizar a minha vida novamente. Mas nos piores momentos, a gente cresce e aprende. O pior de tudo é que a minha família não quis saber mais de mim, até hoje. Paguei um preço muito alto pelo que fiz”.

Rodger Klingler ainda assim acredita na reeducação de um detento. Mas, para isso, o sistema prisional do Brasil precisa sofrer mudanças. “O governo tem que criar as circunstâncias para que isto possa virar realidade“, afirma. “Em Memórias do Submundo”, percebe-se o porquê. Corrupção, violência consentida e ódio acumulado são algumas das mazelas incessantemente alimentadas por um sistema desumano. Ressocialização? Página a página, o leitor vai entender, através de relatos detalhados, o motivo de carcerários brasileiros fugirem ou mesmo cumprirem suas penas e depois retornarem à sociedade mais violentos e perigosos. Para o alemão, a experiência foi uma dura lição aprendida. Enquanto o submundo parece ter lhe feito um ser humano melhor e mais forte, suas memórias são hoje seu impulso para dar rumos mais saudáveis à própria vida, é o que ele garante.


*matéria originalmente publicada na edição da Tribuna da Bahia do dia 10.10.09
*fotos por Edgar de Souza

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Marcelo Nova leva rock´n roll ao TCA

Palavrões, roupas pretas, bateria e guitarras. O baiano Marcelo Nova levou, finalmente, rock´n roll ao Música Falada. Na 9ª edição do evento, realizado na última terça-feira, 6 de outubro, nada de agogô, pandeiro ou qualquer vestígio de axé. Naquela noite, o rock foi soberano no Teatro Castro Alves. E o público, embora não tenha lotado a casa, estava fervoroso. Apresentado como “um homem que resolveu ser fiel a si mesmo”, o ex-vocalista da Camisa de Vênus contou curiosidades sobre a vida pessoal e o antológico grupo.

Um coro já podia ser ouvido antes do show começar. Eram os fãs ansiosos pela entrada do roqueiro. O irreverente e franco artista subiu ao palco, então, ao seu estilo “desbocado” e soltou logo a primeira canção que gravou na carreira, cujo refrão, símbolo de seu discurso, diz: “a cidade do axé, a cidade do horror”.

Os apresentadores, Fernando Guerreiro, André Simões e Jonga Cunha, fizeram perguntas em meio às músicas tocadas por Nova e sua banda, conduzindo a noite. O cantor falou sobre como se sente deslocado do universo musical e comportamental baiano desde a adolescência. Até hoje, ele não nega ser uma antítese do que a indústria da música propõe e a grande maioria dos artistas seguem. “O que eu vou fazer no prêmio da MTV? Eu sou vira-lata, aquilo ali é pra poodle.”

MF no ar, com Jonga Cunha, Fernando Guerreiro e André Simões

Transgressão
A ligação que criou desde cedo com o rock´n roll não veio de influências familiares
ou de amigos. Segundo Nova, foi puro instinto. Enquanto sua irmã ouvia João Gilberto e os pais não tinham hábito de escutar música, a primeira transgressão que teve ocorreu aos nove anos, ao ouvir Little Richard e pular no sofá de casa. “A selvageria da sonoridade do rock me atraiu em contraste com a placidez da minha casa,” revelou.

Missionário do rock, Nova não observa com bons olhos o pop rock emo produzido atualmente. “Hoje em dia é mais um exercício do marketing”. Para ele, a função das bandas do gênero parece ser a de entreter apenas. E sobre o término da Camisa de Vênus, afirmou ter acontecido na hora certa. “Todo adolescente pensa ou já pensou em ter uma banda. Tem uma coisa juvenil aí muito forte”, opinou. E essa juventude transviada passou a cansá-lo. Houve um momento em que Marcelo começou a achar chato manter a marra de vocalista de rock. Além disso, certos caminhos do grupo geravam divergências entre os membros, que pensavam muito diferentes.

Embora seja um consumista assumido, Nova contou ter recusado alterar o nome da banda por um contrato com a Som Livre (gravadora da Rede Globo). “A esposa de Roberto Marinho não queria uma banda com esse nome no Fantástico”, disse. Pouco tempo depois, a banda fez sucesso e a Rede Globo resolveu aceitá-la.

No palco, o antológico rock de Nova

O grupo, aliás, foi formado para esculhambar a Bahia mais que por qualquer outro motivo. O que Nova fazia (e ainda faz) é desmisticar a áurea de cidade símbolo da alegria que, para ele, a classe artística criou e envolveu Salvador. “Essa Bahia mítica não existe. Carmem Miranda nunca esteve aqui, Dorival Caymmi nasceu e morreu no Rio de Janeiro." Marcelo Nova ainda falou que já cheirou cocaína três vezes e não gostou. “Achei uma merda!” Essas e outras histórias foram contadas em meio a canções como “A Balada do Perdedor”, “Coração Satânico”, “Cocaína” e “Hoje”.


*matéria originalmente publicada na edição da Tribuna da Bahia do dia 10.10.09
*fotos por Edgar de Souza

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mais Vídeo Music Brasil 2009

Marcelo Tas, espião do CQC

Sarah Oliveira, Marina Person e Didi Wagner, três gerações de VJs

Intruso mais os Móveis Coloniais de Acajú

Penélope Nova bem discreta

Ronaldão e sua fofômena

Festa VMB: show de Rogério Flausino, Nando Reis e Samuel Rosa

Os caras da Fresno, a grande vencedora da noite

O tremendão Erasmo antes de um grande show

Para Forfun (banda de reggae-rock), o prêmio de Melhor Artista de Rock do Ano (?!)

Melhor Instrumental: Pata de Elefante
*fotos por Dimas Novais

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Video Music Brasil 2009

Acesse as coberturas para o Terra Magazine (VMB não vive mais só de música) e para a Tribuna da Bahia (Baianos são eleitos Aposta MTV).

Abaixo, olhares de um repórter baiano na 13ª edição do VMB, realizado pela MTV Brasil, em São Paulo, dia 1º de outubro.

Cazé apresentando o VMB Antes, no Estúdio S

Luiza apresentando o VMB Antes

Fernanda Takai sem querer deixa o prêmio escapar

Dani Calabresa e Marcelo Adnet durante um tango, no Credicard Hall

De Glasgow para o VMB Brasil, três do quarteto Franz Ferdinand

Ja Rule e Wanessa (com W e sem Camargo mesmo)

O casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães

A cara de mal de Samuel Rosa

A noite de sonhos dos garotos da Vivendo do Ócio

Pitty, baiana arretada


*fotos por Dimas Novais

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A indústria do Axé

Manno (baixo), Tuca (vocal e guitarra) e Beto (guitarra) formam o Jamil e Uma Noites

"É o axé que faz o artista, não é o artista que faz o axé.” Falando abertamente, Manno Góes, baixista do Jammil e Uma Noites, contou um pouco sobre a limitação que esse estilo de música baiana impõe aos artistas que dele vivem. De acordo com Manno, a indústria do entretenimento que gira em torno do Carnaval e da venda dos abadás faz com que músicos fiquem presos ao tipo de música que faz a alegria de foliões. Afinal, eles têm que fazer lá em cima a trilha para a azaração correr solta lá em baixo. “A gente é meio escravo dessa indústria.”

A despeito disso, cada músico incorpora em seu som novos elementos para se diferenciar uns dos outros e criar suas próprias identidades. É aí que está a oportunidade para cada um mostrar sua criatividade e burlar, na medida do possível, essa servidão. “Daniela (Mercury) mesmo é sensacional, passeia por vários estilos. Ivete está sempre procurando colocar baladas e outras coisas a mais que o universo do Carnaval.” Mas, de fato, a “estrutura de bloco, promover o beijar na boca, é uma coisa que limita um pouco os artistas. A gente tem uma indústria dos abadás, aqueles que vendem mais são aqueles que têm mais projeção no país.” E não é à toa que o Jammil é uma das principais bandas do segmento. Manno Góes foi considerado o 5º maior arrecador de direitos autorais do Brasil em 2008, dado divulgado pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) - parte disso deve-se ao hit “Praieiro”.


Apesar de ter tirado uma folga desse universo da axé music, Manno volta este fim-de-semana a fazer shows pelo Brasil acompanhando a banda. Ele, que deixou um substituto em seu lugar durante algumas apresentações, enquanto viajava à trabalho – e também de férias, já que aproveitou Los Angeles para passear com a namorada – deverá estar em Salvador no dia 1º de agosto para a realização de mais um Luau do Jammil. O evento será realizado no Gran Hotel Stella Maris. Os ingressos já estão à venda na Ticketmix, Central do Carnaval e nos balcões de ingressos dos shoppings. É o mercado do entretenimento que não para.



Mais e mais projetos

Fervilham na cabeça de Manno novos projetos envolvendo também o Jammil e Uma Noites. Um deles está sendo pré-produzido nessa semana. É um CD cujas faixas serão de autoria de garotos de ONGs baianas, como Mangangá, Cortejo Afro, Projeto Axé e Olodum Mirim. Cada música terá a voz de um artista diferente. Entre os nomes confirmados já estão Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Durval Lelys, Márcio Victor, e claro Tuca Fernandes, vocalista do Jammil. “A gente vai começar a gravar em agosto. Vamos aproveitar ao máximo as crianças para tocarem os instrumentos no álbum”, conta o produtor dessa empreitada.


E novos DVDs do Jammil vêm por aí. Após a apresentação do grupo no Festival de Verão deste ano foi feito à banda um convite para que aquele show fosse lançado em DVD. Apesar de nada ter sido programado e não terem feito, segundo Manno, qualquer preparação anterior, o registro está sendo finalizado e deve sair nas próximas semanas. “O som vai ser estéreo, com áudio real do show e com os erros também. Graças a Deus que acertamos mais do que erramos”, brinca. Além disso, um DVD com ares cinematográficos, que terá um roteiro diferente de um show comum, será rodado em novembro, na Estrada Real de Minas, com destino a Paraty, no Rio de Janeiro. No set-list, 14 músicas inéditas e participações de Skank, Jota Quest e do Clube da Esquina.

Enveredando por uma seara nova, Manno está compondo para a trilha sonora da peça teatral “O Menino do Dedo Verde”. A adaptação do livro infanto-juvenil francês, escrito por Maurice Druon, em 1957, terá Fernanda Ayres como diretora. Os ensaios estão programados para serem iniciados em setembro. “Tenho recebido muitos convites para fazer músicas para outros artistas mas estou sem tempo”, pondera ele com uma justificativa, digamos, desnecessária diante de tudo que já contou. “Está sendo um ano muito produtivo, isso me faz muito bem”.



*matéria originalmente publicada na edição da Tribuna da Bahia do dia 27.07.09
** fotos de Felipe Oliveira / divulgação

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vôo solo de Manno Góes

O baixista e compositor dos maiores hits do Jammil e Uma Noites, Manno Góes, retornou semana passada dos EUA, onde gravou parte do seu primeiro CD solo de pop rock. A produção do álbum envolveu grandes nomes da música contando com o aval da banda, que não vai perdê-lo, já que ele garante: “sou um cara de banda”



Depois de nove dias em Los Angeles (EUA), Emmanuel Góes Boavista desembarcou em Salvador no último dia dois de julho. Após compromissos, como definição de repertório de um próximo trabalho e shows em Porto Velho/RO (quinta), Curvelo/MG (sexta) e Colina/SP (sábado), ele embarca para o Rio de Janeiro na próxima segunda-feira, dia 13. Correria? Sim. Mas é disso que o baixista e principal compositor da banda Jammil e Uma Noites, mais conhecido simplesmente como Manno Góes, parece adorar. Inquieto e com uma atitude a mais para dizer o que pensa do que comumente se vê entre artistas de axé, ele fala à Tribuna da Bahia sobre seu CD solo.


O ponto inicial e o final desse pequeno trecho da agenda citada acima são momentos especiais para o músico que deixou de lado sua banda por alguns dias para deleitar-se sobre um bel prazer. A entrevista foi feita por telefone, mas a empolgação era perceptível através da voz de Manno que não demonstrou cansaço. Pelo contrário, ele está ávido por concretizar suas idéias. Uma delas teve início há dois anos, mas só agora sai do papel. Pela primeira vez ele solta a voz em um projeto só seu (quer dizer, sem a companhia dos rapazes do Jammil) e encara a gravação de um CD solo, explorando o pop rock. Vertente que já rendeu frutos através de composições suas gravadas, por exemplo, pelo Biquini Cavadão, como “Dani” e “Em Algum Lugar No Tempo”.


“Desde que renovei o contrato como compositor exclusivo da EMI, há dois anos, surgiu a idéia de fazer um trabalho saindo da idéia de Carnaval”, lembra. Entretanto, a agenda de compromissos com o Jammil atrasou um pouco essa possibilidade que, após o aval da banda, foi levada para frente. Ele faz questão de frisar que não tem pretensão nenhuma de sair do grupo e que não é cantor, é compositor. “Esse é um projeto paralelo, não é um disco de carreira. Sou um cara de banda e não me vejo fora disso”, diz, admitindo que nunca foi muito disciplinado com a voz.


Convidado por Manno, o músico que já está acostumado a tocar com o Jammil, Torcuato Mariano, assumiu a produção musical do álbum. Daí para ter o lendário baterista John Jr Robinson tocando em seu CD foi um passo. Ou melhor, dois. Torcuato o apresentou a Moog, que se tornou o técnico de som do disco, e este o indicou a Robinson. O “batera” é um dos mais festejados do mundo. Ele já tocou com Michael Jackson, Stevie Wonder, Quincy Jones, Paul McCartney, Lionel Ritchie, James Taylor, dentre outros. Moog, aliás, também é muito solicitado. O brasileiro é famoso por suas gravações com astros como Celine Dion, Madonna e Paul McCartney.


Entretanto, para gravar com Robinson, Manno conta que teria que ir ao estudo NRG de Los Angeles, Estados Unidos. Colocando as contas no papel percebeu que valeria à pena e a satisfação em gravar com um músico desse porte falou mais alto. “Moog disse que ele faria um preço legal e pronto, topei. (...) Quando alguns bateristas aqui da Bahia souberam que eu ia gravar com ele, me ligaram pediram pra eu tirar foto, pra filmar. O cara é um ídolo”. Então, passou quatro dias em estúdio gravando oito faixas do disco.


“É aquilo, tocar o que escrevi. Tive muita liberdade na escolha do repertório. Dentro de estúdio você se sente mais à vontade. Sempre componho um tom a mais que Tuca canta, aqui não precisei mudar nada, canto no tom que compus.” Em passagem pelo Rio de Janeiro, na próxima semana, ele se reúne com amigos da cena pop rock nacional para finalizar o trabalho. Entre eles estão: Coelho, guitarrista do Biquini Cavadão, Yves Passrel, guitarrista do Capital Inicial, George Israel, saxofonista do Kid Abelha , além de Beto Espínola, guitarrista da Jammil e Uma Noites.

No repertório, 12 músicas no total, sendo que “oito são inéditas até pra mim. Vamos mixar em agosto e em setembro deve sair”, fala. Sobre o lançamento, Manno ainda não faz muita idéia de como vai acontecer, nem se vai fazer shows baseados no disco. “É engraçado isso, o escritório tem recebido pedidos de shows meus, sem nem estar com o CD pronto ainda. Acho que só o tempo vai dizer”. Há uma possibilidade de o músico disponibilizar em seu site (que está sendo criado) as músicas do álbum simultaneamente a chegada dele nas lojas, mas isso vai depender da EMI. Além disso, ele não pode afirmar se essa circulação seria gratuita. “Eu posso liberar minha parte como artista, mas tenho que ver com a EMI, a editora, que não costuma fazer essas coisas”. O hitmaker (escritor de sucessos radiofônicos) alerta mais uma vez: “é um disco de compositor”.


*matéria originalmente publicada na edição da Tribuna da Bahia do dia 09.07.09
** foto de divulgação